Eles ainda não chegaram aos 50 anos, mas já entraram para a história. Nascidos em 1976, Ronaldo Fenômeno, Gustavo Kuerten e Wagner Moura conquistaram, em áreas diferentes, algumas das mais cobiçadas vitórias do mundo: a Copa do Mundo de Futebol, o título de Roland Garros e o Globo de Ouro. Confira abaixo a história de cada um deles:
Redenção de Ronaldo
É impossível falar da Copa do Mundo de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, sem associá-la a Ronaldo Fenômeno. Aos 25 anos, o atacante foi campeão e artilheiro do torneio, com oito gols, liderando a Seleção Brasileira ao pentacampeonato e protagonizando uma das maiores histórias de redenção do futebol.
Quatro anos antes, na Copa da França, Ronaldo chegou como principal estrela do Mundial. O Brasil alcançou a final, mas a derrota por 3 a 0 para os franceses ficou marcada pelo episódio vivido pelo camisa 9 horas antes da decisão, quando passou mal na concentração e teve uma atuação apagada.
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Em 1999, jogando pela Inter de Milão, Ronaldo sofreu uma grave lesão no joelho direito e passou por cirurgia. Cinco meses depois, no retorno aos gramados, rompeu novamente a patela do mesmo joelho. Foram mais de 15 meses longe do futebol.
Mesmo assim, o técnico Luiz Felipe Scolari apostou em sua recuperação e o levou para a Copa de 2002. A resposta veio em campo. Ronaldo marcou na estreia, voltou a decidir jogos e, na final contra a Alemanha, fez os dois gols da vitória por 2 a 0.
Tricampeonato de Guga
No saibro de Roland Garros, outro brasileiro nascido em 1976 construiu um legado inesquecível. Gustavo Kuerten, o Guga, se tornou ídolo mundial do tênis ao vencer o Grand Slam francês por três vezes, em 1997, 2000 e 2001.
O segundo título, conquistado em 11 de junho de 2000, foi especialmente simbólico. Natural de Florianópolis, Guga chegou àquele torneio como quinto cabeça de chave e enfrentou uma campanha desgastante, com vitórias sobre nomes de peso como Michael Chang, Yevgeny Kafelnikov e Juan Carlos Ferrero. Foram dois jogos seguidos de cinco sets, nas quartas e na semifinal, antes da decisão contra o sueco Magnus Norman.
Na final, Guga venceu por 3 sets a 1, fechando o último em um tie-break emocionante. Ainda no fim daquele ano, ele venceu o ATP Finals e terminou 2000 como número 1 do ranking mundial, algo inédito para um tenista sul-americano.
Ao longo da carreira, Gustavo Kuerten somou 28 títulos, ficou 43 semanas no topo do ranking e entrou para o Hall da Fama do Tênis.
O baiano em Hollywood
Fora dos campos e das quadras, 1976 também revelou um brasileiro que conquistaria o mundo pela sétima arte. Nascido em Salvador, Wagner Moura venceu, em janeiro de 2026, o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama por O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Antes de se dedicar integralmente à atuação, Wagner Moura se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e chegou a trabalhar como repórter.
No Brasil, ganhou reconhecimento nacional com o Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, papel que lhe rendeu nove prêmios de Melhor Ator em 2008. O filme, além do sucesso de público, venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Na televisão, marcou época como o vilão Olavo, da novela Paraíso Tropical, de 2007, acumulando cerca de dez prêmios e conquistando o público ao lado de Camila Pitanga.
Internacionalmente, Wagner Moura ficou famoso ao interpretar Pablo Escobar na série Narcos, da Netflix, o que lhe garantiu uma indicação ao Globo de Ouro em 2016.
Além da atuação, o ator também se destacou como diretor. Marighella, seu filme de estreia na direção, venceu oito prêmios Grande Otelo em 2022, incluindo Melhor Filme e Melhor Primeira Direção.
