O Brasília Vôlei viu a oportunidade perfeita de entrar para a zona de classificação para os playoffs escapar diante das mãos. Na noite desta terça-feira (13/1), o Tijuca veio até o Distrito Federal e derrotou as brasilienses, por 3 sets a 1. As parciais foram de 15/25, 18/25, 25/23 e 25/27. A derrota no confronto direto complicou a vida do clube candango na competição. As donas da casa começaram ditando o ritmo do jogo, mas foram dominadas pelas adversárias.
Em 10º lugar com 11 pontos, o Brasília estava cinco à frente do Tijuca, o primeiro da zona de rebaixamento, e precisava apenas da vitória para entrar no G-8 da competição. Agora, as posições das equipes continuam as mesmas, mas o risco de ocupar a zona da degola é maior, já que as cariocas diminuíram para apenas dois de diferença. O próximo confronto do Brasília Vôlei é contra o Osasco, terceiro da tabela, fora de casa, neste sábado (16/1), às 18h.
O troféu Viva Vôlei da partida ficou para a ponteira Paula Mohr, maior pontuadora do jogo com 22 bolas convertidas. Do lado brasiliense, o destaque ficou também para uma ponteira: Karen, que marcou 16 pontos no duelo.
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O jogo
Compreendendo a importância do confronto, o Brasília Vôlei começou o confronto com sangue no olho. Foram quatro pontos em sequência, usufruindo do melhor fundamento da equipe da etapa inicial, o bloqueio, para afastar o perigo adversário. Mas uma série de erros do time candango permitiu a virada do Tijuca na parcial (9/7). Foram muitos erros individuais. As donas da casa haviam perdido o controle da partida, enquanto o clube carioca fazia o set dos sonhos. Com 10 pontos a mais, as visitantes triunfaram no primeiro set: 25/15.
No tempo seguinte, o Brasília demonstrou uma reação dentro de quadra. Em alguns momentos do duelo, o jogo ficou equilibrado e disputado. Mas, mais uma vez, o Tijuca soube se portar como quem realmente necessitava da vitória, postura que o clube do DF não apresentava. A ponteira Paula deu trabalho para a defesa brasiliense. A jogadora do Tijuca se isolava como a maior pontuadora da partida. Por 25/18, as cariocas abriram uma vantagem importante na disputa fora de casa.
A postura no terceiro set foi totalmente diferente. O esquadrão verde-preto voltou acordado para a parcial, com um domínio maior das ações da partida e, principalmente, sabendo neutralizar o jogo de Paula Mohr, pedra no sapato do Brasília. A levantadora Ana Paula se tornou um verdadeiro paredão das donas da casa. Pela primeira vez, as brasilienses encaminharam a vitória no set (22/16). A briga nos minutos finais foi intensa. Com 24/23 no placar para o Brasília, o erro de saque do Tijuca levou a decisão para o quarto set.
Disputada, a partida dividiu ações ofensivas no Ginásio do Sesi. A torcida presente ia à loucura com a disputa entre Brasília e Tijuca. Melhores, as cariocas abriram dois pontos de vantagem (16/14). Os erros das brasilienses saíram caro no jogo. O placar estava igual (22/22) e pairava um ar de cautela e nervosismo entre as duas equipes. Os minutos finais foram um grande sufoco. Com 27/25, o Tijuca conquistou o triunfo fora de casa e se recuperou na briga contra o rebaixamento.
*Estagiária sob a supervisão de Danilo Queiroz
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