
A derrota por 4 x 0 do Hull City para o Chelsea, nesta sexta-feira (13/2), pela quarta rodada da FA Cup, ficou marcada não apenas pelo domínio do time visitante, mas também por um episódio de discriminação que resultou em prisões de torcedores ainda durante a partida no MKM Stadium.
Segundo comunicado oficial do clube, trechos da arquibancada do Hull entoaram cânticos homofóbicos. Dentre eles a expressão "Chelsea rent boys", que faz referência à prostituição masculina classificada como um termo ofensivo e discriminatório.
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O Hull informou que, após os primeiros sinais de comportamento discriminatório no primeiro tempo, o sistema de som interno e os telões exibiram advertências aos torcedores, lembrando que cânticos de natureza homofóbica ou discriminatória são criminosos.
Mesmo com os alertas, a conduta persistiu. Na segunda metade do jogo, o sistema de som do estádio anunciou que as autoridades tomaram medidas e prenderam alguns torcedores.
O incidente atraiu críticas imediatas. O treinador do Hull, Sergej Jakirovic, afirmou em entrevista pós-jogo que "o estádio não é lugar para esse tipo de coisa" e que a atuação das autoridades dentro do estádio era necessária. O comandante do Chelsea, Liam Rosenior, também condenou qualquer forma de linguagem discriminatória, classificando o episódio como "inaceitável".
Organizações de apoio à comunidade LGBTQ+, inclusive, reforçaram a rejeição aos cânticos e defenderam que medidas legais sejam aplicadas. A Football Association (FA), porém, deverá analisar a súmula do árbitro antes de decidir eventuais punições ao clube ou ações disciplinares adicionais.

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