
A indefinição sobre a presença de Neymar na Copa do Mundo trouxe de volta uma lembrança marcante da história da Seleção Brasileira. Com uma lesão grau dois na panturrilha direita, o atacante vive situação semelhante à enfrentada por Romário antes do Mundial de 1998, quando o então camisa 11 acabou cortado às vésperas da competição.
Na ocasião, o Brasil chegava à França como favorito ao título após o tetra conquistado em 1994. Zagallo apostava na parceria entre Ronaldo e Romário para buscar o pentacampeonato, mas uma lesão muscular tirou o Baixinho dos planos da comissão técnica.
Romário se apresentou na Granja Comary lesionado após defender o Flamengo. Inicialmente, o departamento médico autorizou sua permanência no grupo para tratamento. Porém, poucos dias depois, Zagallo decidiu cortar o atacante, apenas oito dias antes da estreia contra a Escócia.
Abalado com a decisão, Romário chorou durante a entrevista coletiva e questionou a falta de confiança da comissão técnica em sua recuperação.
"Tenho certeza de que ficaria bom, confio no meu organismo. Poderia voltar no dia 10. Com minha vontade de disputar a Copa, eu superaria qualquer coisa. Eles não devem ter confiado na minha recuperação", declarou o atacante.
CBF revive fantasma de Romário com Neymar
Agora, em 2026, a Seleção vive nova expectativa envolvendo uma lesão na panturrilha. Neymar deve ficar até três semanas fora das atividades com bola, o que praticamente inviabiliza sua participação na estreia contra Marrocos, no dia 13 de junho.
Mesmo assim, a CBF ainda mantém esperança de contar com o camisa 10 na sequência da fase de grupos e pretende esperar até a véspera da estreia para decidir se o atacante seguirá ou não na lista da Copa.

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