O Brasília Basquete recebe o Flamengo nesta quarta-feira (13/5), às 20h30, no Ginásio Nilson Nelson, em partida válida pelo jogo quatro das quartas de final do NBB. A série tem liderança dos extraterrestres por 2 x 1. Uma vitória garante a vaga da franquia do Distrito Federal na semifinal, encerrando um jejum de 10 anos sem atingir essa etapa dos playoffs. Os ingressos para a partida estão à venda no aplicativo do Brasília Basquete.
A última presença dos extraterrestres em semifinais ocorreu na temporada de 2015/2016, na eliminação sofrida contra o Bauru. Naquela época, o atual ala-pivô do Brasília, Rafael Paulichi, então com 18 anos, iniciava sua trajetória na categoria juvenil.
"Estava longe de ser profissional, eram meus primeiros passos no basquete. Era tudo muito novo, ainda muito incerto. Eu joguei o primeiro semestre na Liga Sorocabana em Sorocaba, e daí o segundo semestre no Palmeiras. No alviverde, foi onde terminei os meus anos de base, os dois anos do juvenil", contou ao Correio Braziliense.
Destaque do Brasília na competição, o ala-pivô de 2,02m ostenta médias de 11,3 pontos e 5,9 rebotes por partida. Paulichi exerceu papel vital nos playoffs, garantindo a classificação dos extraterrestres com um game-winner (ponto da vitória) no jogo quatro das oitavas de final, diante do Caxias do Sul.
Em 2016, o ala/pivô não imaginava que poderia fazer parte de uma franquia tricampeã do NBB. "Brasília, juntamente com o Flamengo, monopolizava os títulos do NBB. Não me via participando disso naquele momento. Não imaginava fazer parte de um time de elite assim. Era um sonho", disse Paulichi.
O jogador do Brasília também afirmou não ter a certeza se seguiria carreira como jogador profissional na época. Era apenas um menino com um sonho. Dez anos depois, ele se tornou jogador essencial para os extraterrestres na elite do basquete nacional.
"É uma honra jogar no Brasília, um time de camisa e com muita história. Tem uma torcida que é apaixonada. A gente está conseguindo ver cada vez mais. Estão apoiando, vindo aos jogos, estão conseguindo encher o Nilson Nelson, um ginásio muito grande. É um sentimento muito bacana", celebrou Paulichi.
Em comparação com 10 anos atrás, Paulichi analisa o NBB crescendo a cada ano. Ele vê o Brasil em condições de competir com as principais equipes do mundo após a amostra nas Olimpíadas de Paris em 2024. O ala/pivô ainda sonha em conquistar um título do Campeonato Nacional.
*Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima
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