FUTEBOL

Copa do Mundo: estudo da FGV aponta seleção favorita e põe Brasil em 9º

Entenda o modelo matemático que calcula as chances de cada seleção na Copa; Brasil aparece atrás de Colômbia e Marrocos na lista de favoritos

Um modelo estatístico desenvolvido por estudantes da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) aponta a Espanha como a principal favorita ao título da Copa do Mundo. A seleção brasileira aparece em nono lugar no ranking de probabilidades.

As simulações calculam as chances de vitória a partir do desempenho recente das equipes. A Espanha, campeã em 2010, lidera com 15,57% de probabilidade de levantar a taça. Em seguida, surgem Argentina, com 13,62%, e Inglaterra, com 9,24%.

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O Brasil, maior campeão da história, tem 4,68% de chance de conquistar o hexa. O time fica atrás de seleções como Colômbia (5,56%), Marrocos (4,90%) e Portugal (4,86%), que apresentaram resultados recentes melhores.

Como o modelo funciona

O sistema se baseia em ferramentas de modelagem matemática e inferência bayesiana. Segundo o professor Moacyr Alvim Silva, um dos coordenadores do estudo, o modelo utiliza dados de 2.997 confrontos entre 187 seleções nos últimos quatro anos para simular milhares de cenários.

“Nosso modelo é bastante competitivo. Em edições anteriores da Copa, conseguimos vencer um bolão de estatísticos, superando grupos que utilizavam modelos muito mais sofisticados”, destaca Moacyr. As estimativas mudam a cada confronto. “A gente leva em conta a defesa do adversário e o ataque dele também”, explica o mestrando Ezequiel de Braga Santos.

O sistema também "aprende" ao longo do processo, pois a inferência bayesiana permite atualizar os parâmetros continuamente. Cada partida da Copa é simulada cerca de 100 mil vezes para estimar as probabilidades de cada equipe avançar nas fases do torneio.

Fator Neymar

Variáveis como o impacto de um jogador específico, como Neymar, são difíceis de traduzir matematicamente. Os estudantes explicam que incorporar esses fatores exigiria uma quantidade muito maior de dados detalhados, tornando o sistema sensível e de difícil calibragem.

No entanto, a influência dos atletas aparece indiretamente nos resultados históricos das seleções. “Se determinado jogador participou de campanhas importantes, isso acaba influenciando os dados da equipe ao longo do tempo”, comenta o estudante Raul Medici Martinelli.

Os números do Brasil

O estudo detalha as probabilidades para os jogos da primeira fase. Para a estreia do Brasil, a seleção de Marrocos tem um leve favoritismo: 35% de chance de vitória, contra 32,4% do Brasil. O resultado mais provável é 0 a 0 (16,8%).

Contra o Haiti, o cenário é mais favorável, com 87,5% de probabilidade de vitória para a seleção brasileira. Já no fechamento da fase de grupos, contra a Escócia, o Brasil aparece com 61,7% de chance de triunfo.

Esses números colocam o Brasil com 96,4% de chance de se classificar para o mata-mata. O caminho mais provável, segundo as simulações, inclui classificações contra Japão e Noruega, mas aponta para uma possível eliminação para a Inglaterra nas quartas de final.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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