Copa do Mundo

Bruno Guimarães rebate Olise e Hugo Sánchez: "Ninguém tem 5 estrelas"

Volante rebate desdém de francês e de ídolo do México ao Brasil na lista dos favoritos da Copa, avalia testes táticos de Carlo Ancelotti e detalha cobrança por pressão alta na Seleção

Bruno Guimarães sentiu o Brasil mais seguro taticamente na vitória por 2 x 1 contra o Egito no sábado, em Cleveland -  (crédito: Mauro Pimentel/AFO)
Bruno Guimarães sentiu o Brasil mais seguro taticamente na vitória por 2 x 1 contra o Egito no sábado, em Cleveland - (crédito: Mauro Pimentel/AFO)

New Jersey — O desdém de jogadores como o francês Olise e o aposentado mexicano Hugo Sánchez ao Brasil em entrevistas recentes sobre os favoritos ao título da Copa do Mundo incomoda os jogadores da Seleção. Na tarde desta segunda-feira, o volante Bruno Guimarães, autor de dois gols na era Carlo Ancelotti, aproveitou a entrevista coletiva no hotel The Ridge, o QG verde-amarela em Basking Ridge, para o direito de resposta. Convidado a citar um destaque do Brasil, o jogador do Bayern de Munique não citou ninguém. O ídolo mexicano cravou o Brasil no máximo em sexto lugar. 

“Muita gente faz coisa para aparecer, ninguém tem cinco estrelas no peito. Temos grandes jogadores nos melhores times do mundo. Temos que dar o devido respeito aos nossos jogadores. As pessoas na Inglaterra respeitam muito o Brasil. Não significa que o favorito vai ganhar, mas a gente está no bolo”, contra-atacou.

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O Brasil venceu o Panamá por 6 x 2 e o Egito por 2 x 1 antes da estreia na Copa do Mundo. Os resultados deixaram o elenco satisfeito com o processo de evolução. “A sensação é a melhor possível. Nos dois amistosos jogamos, ganhamos, tivemos grandes momentos. Estamos cada vez mais prontos e focados, temos mais uma semana para trabalhar e zerar todas as dúvidas do Mister. Mas a gente se sente preparado, pronto, mal podemos esperar para começar”, afirmou o jogador do Newcastle.

Focado na seleção do Marrocos, Bruno Guimarães conta como está o ambiente no elenco. “Muito confiante, ainda mais depois desses dois amistosos, com duas vitórias e boas atuações individuais e coletivas. A gente sabe que quando começa a Copa do Mundo todo mundo esquece o antes, então o primeiro passo é o mais importante para a gente. Começar com vitória. Queremos muito e nos sentimos preparados para começar com o pé direito."

Bruno Guimarães fez elogios a Marrocos, o primeiro adversário do Brasil no próximo sábado. "Seleção muito boa, é uma das melhores gerações deles, com grandes jogadores. Vieram de uma Copa Africana das Nações que eu não sei se foram campeões ou não (Marrocos e Senegal disputam no tapetão). Temos que começar com o pé direito", advertiu.
Seis gols do Brasil foram marcados com ênfase na marcação na saída de bola. Bruno Guimarães explica se isso faz parte do repertório da Seleção. "Uma das principais coisas que ele pede para nós é a marcação alta. Meu gol é o retrato disso. O jogador (do Egito) pensou que estava sozinho, já tinha alguém no cangote dele. Roubei a bola e fui feliz de fazer o gol. Temos que defender melhor no um-dois. Acreditar que seu rival pode ser perigoso. Temos uma semana para acertar isso. Nas bolas que não recuperamos levamos contra-ataques”, alertou, convicto de que o time precisa rapidamente de ajustes.

Tática

Um dos mistérios da Seleção para a estreia contra Marrocos é o sistema tático. Com dois no meio e quatro atacantes ou com três no setor pensante e três na frente? "Ele (Carlo Ancelotti) não contou nada, mas a nossa dinâmica, ter um jogador a mais no meio, principalmente nesse último jogo, foi muito interessante para as dinâmicas de tabela. Tivemos muitas chances de marcar, mas pecamos nas finalizações. Tenho entrosamento com o Lucas Paquetá desde o Lyon e ficou mais fácil para jogar. Mas isso cabe ao mister, se será o 4-4-2 ou o 4-3-3”, despistou o camisa 8 da Seleção Brasileira.

Bruno Guimarães analisou se há preferência por sistema tático. "Para atacar, o 4-2-4 te dá mais opções, mas, ao mesmo tempo, você fica com um time mais direto, sem um meia. Depende muito das características. Nesse jogo, comparando ao contra o Panamá, a gente defendeu melhor também. Acho que o gol foi uma infelicidade nossa. Eles (Egito) não criaram para fazer gol. Vai depender de como o Mister vai entender o jogo. Ficamos na expectativa, mas ele colocará os melhores que tem na cabeça dele para jogar no sábado."

Um dos trunfos do Brasil pode ser o contra-ataque, um dos pontos fortes do Milan e do Real Madrid de Carlo Ancelotti nas conquistas de cinco edições da Champions League. "Acho que aquela Champions, principalmente a segunda, que ganhou com o Real Madrid, eles jogaram com linha baixa muitas vezes. Temos jogadores muito rápidos”, admite,

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MP
postado em 08/06/2026 14:58 / atualizado em 08/06/2026 14:58
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