Copa do Mundo

O toque de Midas: Brasil não perde quando Endrick faz gol

Atacante brasiliense contabiliza quatro vitórias e um empate nos cinco jogos em que balançou as redes pela Seleção e chega à Copa do Mundo como uma das talismãs de Carlo Ancelotti

Nova Jersey — A convicção de Carlo Ancelotti indica o Brasil escalado na estreia na Copa do Mundo no sábado, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Junior. A superstição recomenda a inserção de Endrick na formação inicial ou saindo do banco. Tal como na mitologia grega com Rei Midas, cuja virtude era transformar em ouro o que tocasse, a Seleção jamais perdeu quando o atacante brasiliense balançou a rede. A escrita foi mantida na vitória por 2 x 1 contra o Egito em Cleveland. O brasiliense entrou na etapa final e desequilibrou.

Aos 19 anos, o talismã verde-amarelo ostenta quatro gols. Messes jogos, a Seleção venceu quatro e empatou um. Em todos, Endrick assumiu o protagonismo. Sob o comando de Dorival Júnior, bastou pisar no gramado de Wembley para resolver o triunfo por 1 x 0 contra a Inglaterra.

Na partida seguinte, Endrick saiu novamente do banco de reservas na etapa final para salvar o Brasil de uma enrascada. A Espanha vencia por 2 x 0 no Santiago Bernabéu, em Madri. O brasiliense nascido em Taguatinga e criado no Valparaíso novamente entrou em cena com bola na rede para ajudar a Seleção a arrancar o empate por 3 x 3 contra os atuais campeões da Eurocopa, líderes no ranking da Fifa e favoritos ao título mundial.

  • Os 5 gols de Endrick
  • 23/03/2024 – Inglaterra 0 x 1 Brasil (1)
  • 26/03/2024 – Espanha 3 x 3 Brasil (1)
  • 08/06/2024 – Brasil 3 x 2 México (1)
  • 31/05/2026 - Brail 6 x 2 Panamá (1)
  • 06/06/2026 – Brasil 2 x 1 Egito (1)
  • Resumo: 5 gols, 4 vitórias, 1 empate

Antes da Copa América de 2024, nos Estados Unidos, Endrick vestiu novamente a capa de super-herói em um amistosos contra o México. O Brasil vencia por 2 x 0. O adversário empatou. Endrick entrou no lugar de Evanilson e decretou o triunfo por 3 x 2. Mais uma vez desenrolou a partida. O script se repetiu com gols no Maracanão nos 6 x 2 contra o Panamá e na vitória de sábado no duelo com o Egito.

Estreante, Endrick tem se comportado nas entrevistas e nos treinos da Seleção como se fosse um veterano de Copa. Na entrevista do conterrâneo Igor Thiago, pegou o microfone e fez pergunta de jornalista. No treino de quinta-feira passada, o calouro pisou no gramado do Centro de Treinamento do Red Bull New York lado a lado com o decano Casemiro em uma resposta midiática a quem via uma certa treta na relação entre os dois depois depois da entrevista na qual o volante criticou o estilo do atacante. A impressão é de que está havendo uma passagem de bastão. Sem Estêvão e Rodrygo no grupo por causa de lesão, Endrick assume a candidatura a sucessor de Neymar no papel de referência da turma.

Eleito o melhor jogador contra os Faraós, falou menos nele e mais no grupo. "Eu fico muito agradecido pelo gol, acho que Deus vai colocar bem o time titular na cabeça do Carlo (Ancelotti). Vamos trabalhar todos, até quem está de fora, como o Ney, que está trabalhando feito louco lá na academia. Os 26 jogadores disputando, correndo, para estar ajudando o Brasil. Quem o Mister colocar em campo vai ajudar o Brasil", prometeu.

Quem antes era terceira opção de Carlo Ancelotti no Real Madrid, hoje é candidato a 12º jogado do Brasil na Copa. "Endrick tem essa qualidade. É muito potente, muito bem posicionado na área, marcou... É um jogador importante para nós. Tem que seguir. Todos os jogadores são importantes, com diferentes características. Matheus (Cunha) pode não finalizar como Endrick, mas é muito importante para a construção do jogo", comparou, cravando quem será o nove na estreia contra Marrocos.

Mais Lidas