
Los Angeles é logo ali para a ginástica rítmica brasileira. E o caminho até os Jogos Olímpicos de 2028 começa com uma Seleção que carrega um pouco de diferentes cantos do país. As nove ginastas convocadas para o Mundial de Frankfurt nasceram em seis estados: Paraná, Alagoas, Santa Catarina, Amazonas, São Paulo e Espírito Santo.
A geografia muda quando o mapa deixa de mostrar apenas onde elas nasceram e passa a indicar onde treinam. As seis integrantes do conjunto defendem clubes de cinco estados: Paraná, Alagoas, Bahia, São Paulo e Espírito Santo. A concentração maior está no Paraná, mas a Seleção também é alimentada por centros de formação espalhados pelo Nordeste e pelo Norte.
Os diferentes sotaques da Seleção ajudam a dimensionar a expansão da modalidade. No site da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), um mapa do país indica ao público onde encontrar locais para praticar ginástica, em diferentes modalidades. A ferramenta permite buscar entidades por estado e modalidade, uma espécie de gráfico da difusão que começa na iniciação e pode terminar em um Mundial.
O Mundial começa nesta quarta-feira (12/8) como a primeira competição da ginástica rítmica a distribuir vagas para Los Angeles-2028. São três cotas individuais e três para conjuntos, destinadas aos Comitês Olímpicos Nacionais. Ao todo, 102 ginastas e 42 conjuntos de 78 países participam da 42ª edição do torneio, um recorde de representatividade.
O país chega com três representantes no individual: Bárbara Domingos, Geovanna Santos e Maria Eduarda Alexandre. Seis integrantes turbinam o conjunto. Finalista em Paris-2024, será a única brasileira a disputar os quatro aparelhos — arco, bola, maças e fita —, enquanto Geovanna e Maria Eduarda competirão em dois.
No coletivo, a expectativa é respaldada pelo bom momento da equipe, que vem de resultados expressivos no ciclo e chega a Frankfurt como uma das principais forças brasileiras na busca pela primeira vaga olímpica.
A equipe brasileira é comandada por Camila Ferezin Resende, com Bruna Rosa e Reni Karachomakova como assistentes técnicas. As ginastas reservas Mariane Giovacchini dos Santos (Espéria-SP) e Renata Brum Diniz (GRM-MG) completam o time.
Será um dos Mundiais mais fortes dos últimos anos. Entre as principais candidatas no individual está a alemã Darja Varfolomeev, dona do ouro em Paris-2024 e bicampeã mundial do individual geral. A italiana Sofia Raffaeli, bronze nos Jogos de Paris, também chega entre as favoritas, assim como a búlgara Stiliana Nikolova, que acumulou cinco medalhas no Mundial de 2025, e a ucraniana Taiisia Onofriichuk, campeã europeia. A russa Sofiia Ilteriakova aparece como uma das promessas da modalidade.
O Brasil aparece entre os candidatos ao pódio coletivo, depois de dividir com Rússia e China o protagonismo na temporada da Copa do Mundo. Alemanha e Israel também entram na briga, enquanto Japão e Ucrânia carregam resultados recentes de peso: as japonesas foram campeãs mundiais no geral em 2025, e as ucranianas levaram o ouro na prova mista no Rio.
Serviço
Mundial de Ginástica Rítmica
Quando: 12 a 16 de agosto
Onde: Frankfurt, Alemanha
Transmissão: SporTV e CazéTV
Horários de início das atividades
Quarta-feira (12): 4h — classificatórias individuais
Quinta-feira (13): 4h — classificatórias individuais
Sexta-feira (14): 11h — final do individual geral
Sábado (15): 6h — classificatória do conjunto
Domingo (16): 6h — finais do conjunto e dos aparelhos individuais
Brasil em ação
Quarta: Jojô Santos e Duda Alexandre, às 8h; Babi Domingos, às 12h25
Quinta: Jojô Santos e Duda Alexandre, às 8h; Babi Domingos, às 12h25
Sábado: conjunto brasileiro, às 8h45

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