MEGAEVENTO

A engenharia por trás do Brasileiro de Ginástica em Brasília

Entenda como o Ginásio Nilson Nelson se transformou para receber os principais atletas da ginástica artística do país na competição que começa nesta sexta-feira (7/8)

Aos poucos, o Nilson Nelson toma forma para receber o Campeonato Brasileiro de Ginástica, no próximo final de semana. Antes de o show começar, são dias de preparo — pode-se dizer até meses — para transformar o ginásio no palco da modalidade na capital. Centenas de pessoas são mobilizadas para fazer a logística acontecer. O Correio acompanhou para entender mais dos bastidores do torneio nacional e mostrar como a quadra rotineiramente usada para o basquete se transforma no pódio de aparelhos.

Logo nos primeiros meses do ano, a equipe da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), responsável pela estrutura dos campeonatos, mapeia os lugares por onde vão passar. Cada etapa é feita com precisão. Como o Nilson Nelson é um espaço multiuso, é necessário transformá-lo para ficar dentro dos padrões técnicos exigidos pela modalidade. Com o auxílio de plantas baixas e de corte cedidas pelos responsáveis da Arena, os arquitetos entram em ação para dimensionar os aparelhos com as especificações e condições necessárias de espaço. Bancas de arbitragem, das secretarias, área de competição e outros também ficam por responsabilidade da entidade.

“O nosso maior desafio no princípio é isso: transformar um espaço multiuso com todas as adequações exigidas pela nossa modalidade”, contou Cândida Aragão, secretária técnica da CBG. Para as coisas caminharem, é necessário planejamento. Para tudo chegar à tempo na capital, as carretas saíram de Aracaju-SE, em 29 e 30 de julho, para chegar a Brasília no sábado. No domingo, a equipe deu início ao processo de montagem.

“Toda essa logística nós começamos bem antes. Com detalhamento de carregamento, transporte. Quando vamos começar a montar, quando termina. Quando vamos desmontar os aparelhos, o dia em que descarrega, o dia em que a gente entrega o ginásio. Para esse evento, nós trouxemos duas carretas cheias, e a princípio é mais ou menos todo esse planejamento estrutural para uma logística só dos equipamentos”, explicou.

Durante dias, são diversas equipes trabalhando em conjunto. A turma da montagem e da arquitetura é a primeira a começar. Os profissionais da CBG chegam ao ginásio junto com os aparelhos para acompanhar cada passo. No fim desta etapa inicial, entra a dinâmica da tecnologia a ser instalada. Na segunda-feira, ocorreram os últimos ajustes nos aparelhos auxiliares da arbitragem durante a competição. “Montar um evento é um pouco complexo. Nós já estamos executando esse processo. Então, para nós, o campeonato começou desde sábado. A partir do dia em que as carretas chegaram”, brincou.

Entre tantas demandas, Cândida e os colegas de profissão também são encarregados pela convocação dos árbitros. Para a disputa nacional em Brasília, a CBG contará com uma equipe de arbitragem com 46 profissionais. A entidade também se responsabiliza por cuidar da hospedagem, passagens e locação para não haver erros em questões de horário e para precaver erros nos trajetos. Ao todo, serão três categorias para as premiações: por equipes, individual geral e por aparelhos.

*Estagiária sob a supervisão de Danilo Queiroz

Mais Lidas