
Ana Sátila brindou o Brasil com medalha de ouro neste sábado. A canoísta mineira de Iturama criada em Primavera do Leste (MT) conquistou a Copa do Mundo de Canoagem Slalom na final do C1 Feminino em La Seu d’Urgell na Espanha. A atleta de 30 anos concluiu a prova com o tempo de 103.85s para garantir o degrau mais alto do pódio.
Quando deixou a canoa, Ana Sátila correu em direção à mãe, Márcia Vargas, e recebeu um emocionante abraço. Na sexta-feira, Ana Sátila ficou em quinto lugar geral da prova do K1 feminino, após avançar nas eliminatórias e semifinais na competição.
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Antes, na quinta-feira, ela finalizou em sétimo na final do contrarrelógio do caiaque cross com o tempo de 52seg85, a 1seg25 da medalhista de bronze francesa Angele Hug.
Depois da conquista, Ana Sátila comentou o resultado em entrevista à Confederação Brasileira de Canoagem. “Muito feliz! Foi um dia muito longo. Eu entreguei o meu máximo na água. Ontem (sexta-feira), já foi um dia desafiador com três descidas, que a gente já não estava muito acostumada, mas dei o meu máximo. Na final, terminei em quinto. E hoje, quando eu acordei, quando eu vim para o canal, eu estava muito decidida a entregar o meu melhor novamente. E eu confiava que essa medalha chegaria”, afirmou a campeã.
Eu fiquei sim um pouco surpresa, porque não fiz a descida que eu queria, mas chegar ali no final e poder comemorar, poder levantar os braços e celebrar... E quando terminou, que eu vi que era ouro, ainda mais feliz de poder compartilhar essa essa medalha com a minha família, com a minha mãe que está aqui, a minha irmã que treina comigo todos os dias, toda a minha equipe. Eu não era a única que merecia, todo mundo merecia, tinha muita gente envolvida e sonhando comigo. Então foi um dia muito especial hoje, com certeza”, disse.
Ana Sátila compartilhou o valor do ouro na temporada. “Foi uma temporada muito desafiadora para mim. O meu pai faleceu em março e, desde então, a gente tem sofrido bastante. Mas acho que todos os dias que eu entro na água, que eu entrei na água, estava sempre com ele no meu coração. E ele tem me acompanhado muito. Então, poder ganhar essa medalha na última competição da temporada praticamente, com a minha família aqui, foi muito especial. Com certeza, onde quer que ele esteja, ele tá muito feliz”, emocionou-se.
Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, Ana Sátila se mostrou firma para a edição de Los Angeles-2028. “A gente não começou muito bem com o Mundial. Foi a primeira competição classificatória para as Olimpíadas e foi frustrante para mim. Mas eu aprendi muito com aquela derrota mais uma vez. Eu acho que o mais importante de tudo é isso: você conseguir sobressair depois de um erro muito grande. E esse Mundial, ele serviu para isso, para a gente voltar à nossa base, rever muitas coisas que a gente estava fazendo e colocar em prática. A mudança também é muito necessária. Então, eu e o Ettore a gente tem trabalhado muito, a minha equipe também, e a gente merecia muito essa medalha. Merecia terminar essa temporada com gostinho de ouro e aconteceu”, encerrou Ana Sátila.
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