Los Angeles-2028

Pré-Olímpico: Brasil vence Colômbia e fica a dois jogos da classificação

Ana Cristina brilha, ofusca perda de Rosamaria e comanda vitória do Brasil sobre a Colômbia no Maracanãzinho; Chile e Argentina são os últimos adversários

O Brasil sofreu muito no quarto set diante da persistência da Argentina para forçar a disputa do quarto set no Maracanãzinho  -  (crédito: Mauricio Val/FV Imagem/CBV)
O Brasil sofreu muito no quarto set diante da persistência da Argentina para forçar a disputa do quarto set no Maracanãzinho - (crédito: Mauricio Val/FV Imagem/CBV)

PEDRO BUENO

Rio de Janeiro — A saída de Rosamaria com lágrimas no rosto, após sentir dores no joelho esquerdo ainda no início do segundo set, assustou todos os fãs de vôlei que assistam à partida. No entanto, a volta da oposta ao banco diminuiu a preocupação, e a atuação de Ana Cristina “ofuscou” a situação. A ponteira de 22 anos chamou a responsabilidade no duelo da noite de quinta-feira (10/9), foi a maior pontuadora com 27 pontos e comandou a vitória da Seleção Brasileira sobre a Colômbia na terceira rodada do Sul-Americano Feminino de Vôlei.

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No Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, brasileiras e colombianas fizeram um bom jogo de voleibol, com um equilíbrio ainda não enfrentado pela Seleção na edição de 2026 do torneio continental. Isso pode ser visto até mesmo nas parciais, tendo em vista que a vitória por 3 sets a 0 foi construída com uma virada no fim da terceira parcial – que arrastou por um longo tempo – e com 25/19, 25/18 e 36/34 no placar.

O resultado foi importante para que as donas da casa sigam em busca do objetivo: o título continental e a consequente e almejada vaga na Olimpíada de Los Angeles 2028. Ao fim da terceira rodada, a equipe de Zé Roberto Guimarães tem os nove pontos possíveis e é o único que ainda não perdeu sets. A vice-líder Argentina também venceu as três partidas, mas somou só oito tentos.

E a sexta-feira (11/9) será de “folga” dessas seleções, com a competição retornando apenas no sábado (12/9). Com isso, após o descanso, o Brasil enfrentará o Chile, já no primeiro dia no fim de semana, às 13h30, novamente no Maracanãzinho, palco de toda a competição organizada pela Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV).

Na escalação, Zé Roberto Guimarães optou por repetir os nomes que iniciaram as duas partidas anteriores: Diana, Lorena, Gabi Guimarães, Ana Cristina, Rosamaria, Roberta e Nyeme. 

E o jogo, diferentemente do que era esperado, começou em uma montanha-russa. A Colômbia marcou os dois primeiros pontos e iniciou pressionando o Brasil, que se recuperou e marcou 10 dos 11 pontos seguintes, levando o placar para 10 a 3 graças às pipes certeiras de Ana Cristina e os bloqueios precisos de Lorena.

A vantagem chegou até a ser de oito pontos, e isso poderia ter sido conservado até o fim do primeiro set. No entanto, a Seleção Brasileira perdeu um pouco de ritmo, e as colombianas aproveitaram para tentar se aproximar. A margem esteve em três bolas até em 22 a 19, mas foi neste momento que o Brasil se ajeitou e acelerou com três bolas cravadas: 25 a 19.

Já a segunda parcial ficou marcada por uma notícia ruim para o torcedor brasileiro. Rosamaria, que era um dos nomes mais aclamados no Maracanãzinho, caiu ainda no início do set e reclamou de dores no joelho esquerdo. A oposta, que foi substituída por Sabrina, deixou a quadra chorando e passará por exames após a partida para entender a gravidade da lesão.

E como esperado, a lesão de uma líder como Rosamaria resultou em um baque na equipe. A Colômbia teve até três bolas de vantagem, em 10 a 7, só que o Brasil se reanimou, contou com a vibração das jogadoras em quadra e buscou a recuperação ainda cedo, o que deu tranquilidade para mais uma vitória: 25 a 18.

Por outro lado, o terceiro set contou com algo ainda inédito na edição de 2026 do Sul-Americano Feminino de Vôlei: o Brasil correndo atrás do placar. Mesmo após abrir dois em 13 a 11, a Seleção não segurou a vantagem e viu o rival dominar até a reta final. A margem foi de três pontos até em 22 a 19, mas a experiência brasileira falou mais alto nesses momentos decisivos.

Com apoio da torcida, que fez questão de ser protagonista nos lances finais, voltando a entender a importância de pressionar as adversárias, o Brasil contou com o protagonismo de Gabi Guimarães e Ana Cristina nas bolas finais para ressurgir e vencer, com direito a uma “explosão” nos lances finais e com dois bloqueios decisivos de Luzia: 36 a 34.

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postado em 10/09/2026 22:29
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