futebol feminino

Minas Brasília e Cresspom decidem título candango com artilheiras em campo

Juntos, Minas Brasília e Cresspom balançaram a rede 42 vezes em três rodadas do Candangão Feminino

Maranhão e Jayane se destacam pela capacidade de contribuição ofensiva nos times finalistas do torneio feminino -  (crédito: @me_sports_2021/Cresspom e Patricy Albuquerque/Minas Brasília)
Maranhão e Jayane se destacam pela capacidade de contribuição ofensiva nos times finalistas do torneio feminino - (crédito: @me_sports_2021/Cresspom e Patricy Albuquerque/Minas Brasília)

A final do Campeonato Candango Feminino estará muito bem servida no quesito artilharia. Times mais eficientes da primeira fase em termos ofensivos, Minas Brasília e Cresspom apostam no poderio de balançar as redes para levantar a taça da principal competição da modalidade do Distrito Federal, amanhã, às 10h30, no Estádio Bezerrão, com transmissão da TV Brasília. E, nas duas equipes, tamanho aproveitamento tem nome. Jayane tem cinco gols pelas Minas; e Maranhão fez quatro com as Pumas do Cerrado. Na decisão, quem for mais assertiva aproximará o clube da taça regional.

Juntos, Minas Brasília e Cresspom balançaram a rede 42 vezes em três rodadas do Candangão Feminino. O confronto mais equilibrado da competição foi justamente o "aquecimento" da final. Na última rodada, já com a certeza de estarem no jogo decisivo, as equipes empataram por 1 x 1. Jayane e Maranhão, titulares absolutas na campanha das equipes em meio às goleadas contra Legião e Ceilândia, puxaram a responsabilidade e mostraram habilidade na hora da finalização. Agora, no momento crucial do campeonato, é hora de pôr em prática a eficiência da primeira fase.

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Jay e Evinha, a Maranhão, possuem histórias com similaridades. Nordestinas, as duas tiveram o futebol muito enraizado na família e, desde pequenas, foram incentivadas à prática do esporte, mas nunca sonharam em transformar a modalidade em profissão. Evinha carrega na camisa o nome do estado natal e, quando jovem, tinha o desejo de cursar arquitetura. Do outro lado, não fazia parte dos planos de Jay sair de casa. A atacante cearense — irmã de Janaina Queiroz, técnica do Cresspom e adversária amanhã — destaca-se no futsal e esbanjava talento pelas quadras de Fortaleza.

As duas desde sempre foram entusiastas do esporte e, como a maioria das garotas apaixonadas por futebol, dividiram a bola com os garotos de onde moravam. Porém, diferente de Jayane, Evinha, aos nove anos, entrou para uma escolinha da modalidade e, naquele momento, deslanchou em fazer gols. "Falei: é, acho que eu sei fazer isso. Mas não era uma paixão, eu não amava. Então, eu saí", relembrou, em entrevista ao Correio. A realidade para Jay não era a mesma. Mesmo ao ver a irmã mais velha e ex-zagueira sair de casa aos 15 anos para jogar, o medo e a incerteza a faziam deixar o talento como hobbie.

"Eu não pensava em jogar profissionalmente, eu nem pensava em sair de casa. Eu jogava mais futsal e estudava", revelou. O cenário para Maranhão se transformou de maneira mais rápida. Aos 17 anos, a atual atacante do Cresspom se transferiu para o Boa Vontade, de São Luís, para disputar a Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. Um pouco mais tarde, aos 21, a atuação abriu portas para o Pindamonhangaba, quando foi jogar o Paulistão. Depois disso, o sonho de tornar-se arquiteta deu espaço para a vida de uma jogadora profissional.

Jay, no entanto, é uma daquelas histórias na qual o talento fica adormecido até alguém despertá-lo. A cearense, em uma das competições de futsal, foi vista pelo Sport. Com uma atuação ímpar, chamou a atenção de integrantes do time em um confronto contra o Rubro-Negro. Aos 26 anos, deixou o Ceará e partiu para Recife para defender o Leão da Ilha. "Eu fiquei feliz, mas eu também sentia medo ao mesmo tempo de sair de casa e ficar insegura. Mas também tinha que enfrentar os desafios da vida e, graças a Deus, eu estou aqui para contar essa história", salientou.

Agora, em solo candango, as atacantes se preparam para o grande dia de lutar pela taça de campeã, além de brigar pela artilharia da competição do Distrito Federal. "Estou feliz com os gols e por estar disputando a artilharia. Isso é fruto do meu esforço e dedicação. Agradecer, também, às minhas companheiras. Sem elas, não seria possível", reconheceu Jay. "Eu acredito no meu potencial e eu acredito que eu consigo chegar. Mas no início era muito importante para mim a artilharia. Hoje, em dia é importante para mim ser campeã. Então, vindo de qualquer uma do nosso time, eu sei que todo mundo vai ganhar", projetou Maranhão.

*Estagiários sob a supervisão de Danilo Queiroz

 


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postado em 10/10/2026 05:00
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