
Marcão, técnico do Fluminense, analisou a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, no Maracanã, pela semifinal da Libertadores. Após o jogo desta quarta-feira (14/10), válida pela ida, o comandante afirmou que preparou sua equipe para o estilo de jogo do adversário, mas que o Verdão demonstrou melhor eficácia em sua estratégia.
No entanto, há pontos positivos para o treinador. Ele salientou o fato de o Fluminense ter 70% de posse e ter entrado no terço final do campo adversário em várias oportunidades. Marcão, porém, elogiou a forte defesa do Palmeiras, que só permitiu um gol nos acréscimos da partida.
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"Não, todo mundo sabe que o Palmeiras joga desse jeito e eles são muito claros na maneira de jogar. Nosso time tinha que atacar, jogando em casa. E foi isso que nossa equipe buscou o tempo todo. Jogamos no último terço o tempo todo, quase 70% de posse de bola e criando algumas situações, buscando espaços para furar a defesa deles, que é realmente muito forte. Só conseguimos fazer isso no final. Eles foram mais eficazes no que eles são mais fortes. A gente falou sobre isso, que eles viriam dessa maneira, que eles viriam desse jeito, até pela maneira que eles se posicionaram, com o terceiro zagueiro e esse estilo de jogo de transição, que é muito forte", analisou o treinador na coletiva de imprensa no Maracanã.
Técnico explica mudanças no Fluminense
Marcão, então, aprofundou a parte tática do jogo, explicando as modificações na equipe. Afinal, colocou Lucho Acosta, Castillo, Serna e Wesley Natã para dar mais profundidade ao time. Não à toa, conseguiu o gol no fim com o próprio Wesley.
"Na verdade, imaginamos que o Palmeiras viria com três zagueiros, que caçam muito no campo adversário. Sobre o Ganso, jogou muito bem. A gente sabia desse movimento de marcar do Palmeiras. Faltou um pouco de criatividade para a gente, quando o zagueiro deles ia caçar. Depois que tomamos o segundo gol, foi nessa hora que nossa equipe menos teve positividade. Tentamos variação com Luciano (Lucho Acosta), Castillo. Faltou um pouco o pivô. Criamos algumas variações de profundidade que o Serna nos entrega e, depois, com o Wesley (Natã). Precisamos de muita movimentação. Na parada técnica, pedi para a equipe ser mais efetiva, mais bola na área para atacar", exemplificou Marcão.
Por fim, Marcão afirmou que acredita numa vitória em São Paulo. Para ele, bastam alguns ajustes para que o Fluminense jogue ainda melhor e saia com a vaga na final da Libertadores, na próxima quarta-feira (21/10), no Nubank Parque.
"Lógico que a gente nunca quer perder em casa, queríamos mandar vantagem para São Paulo. Mas, do que fizemos, dá para ajustar bem e buscar uma vitória, que é muito normal. É o Time de Guerreiros, e o Fluminense é para quem acredita", disse o ex-jogador e ídolo do Flu.
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