A seleção da Irlanda voltou a protagonizar um protesto antes do confronto contra Israel pela Liga das Nações, neste domingo (4), em BaCka Topola, na Sérvia. Assim como na partida anterior entre as equipes, os jogadores irlandeses, em apoio à Palestina, usaram braçadeiras pretas, recusaram os cumprimentos aos adversários e baixaram a cabeça durante a execução do hino nacional de Israel. O jogo terminou empatado em 1 x 1.
Antes do início do jogo, a tensão ficou evidente. Os jogadores israelenses permaneceram sozinhos no túnel por cerca de cinco minutos, enquanto a Irlanda aguardava ainda nos vestiários. Além disso, as equipes não realizaram a tradicional troca de flâmulas.
O goleiro Kelleher, que assumiu a braçadeira de capitão na ausência de Dara O’Shea, também repetiu o gesto de seu antecessor e não apertou a mão do capitão israelense, Peretz. Depois do hino irlandês, Kelleher conduziu os companheiros diretamente para o próprio campo.
A postura da Irlanda, portanto, ocorre em meio à forte pressão política dentro do país por causa da situação em Gaza. Mais de 160 atletas e personalidades do esporte irlandês assinaram uma carta pedindo à Federação Irlandesa de Futebol (FAI) que não disputasse os confrontos contra Israel.
Campo neutro
Apesar da pressão, a FAI decidiu manter os jogos. A entidade argumentou que um boicote poderia provocar punições da Uefa, especialmente porque a Irlanda participa da organização da Eurocopa de 2028 ao lado de Inglaterra, País de Gales e Escócia.
A partida deste domingo também foi transferida para a Sérvia e disputada sem público. A decisão ocorreu depois de manifestações e pedidos de boicote no país.
Além disso, os jogadores irlandeses deixaram claro que os protestos foram uma decisão coletiva. O técnico Heimir Hallgrímsson afirmou que ninguém foi obrigado a participar dos gestos e declarou apoio à escolha do elenco.
Neste sábado (3), a entrevista coletiva de Hallgrímsson terminou abruptamente. Um jornalista israelense, sem apresentar provas, acusou jogadores irlandeses de terem chamado atletas de Israel de "macacos". O assessor de imprensa da Irlanda, inclusive, se apressou em dizer que o jornalista estava mentindo.
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