Nova Jersey — Neymar tem fiéis escudeiros na Seleção Brasileira. Aos 34 anos, segue tratado como referência por uma geração que cresceu assistindo aos seus dribles e gols. Na reapresentação após a vitória sobre o Haiti, o camisa 10 voltou a chamar atenção. Se, na última atividade aberta à imprensa, apareceu acompanhado por Marquinhos e Raphinha durante a transição da recuperação da lesão na panturrilha direita, neste domingo não desgrudou de Vinicius Junior. Durante os 15 minutos liberados para imagens no Centro de Treinamento do New York Red Bulls, permaneceu ao lado do atual protagonista da Amarelinha na primeira atividade voltada para o duelo contra a Escócia, na quarta-feira, em Miami.
Foi a primeira atividade em que Neymar trabalhou integralmente ao lado dos companheiros. Durante os 15 minutos liberados para a imprensa, participou normalmente dos exercícios com bola, mudanças de direção e movimentações sem qualquer restrição aparente. Nos dias anteriores, o camisa 10 havia participado apenas do aquecimento antes de seguir para trabalhos específicos sob supervisão da preparação física.
A tendência é que Neymar seja relacionado para a partida contra a Escócia. O último jogo oficial do atacante ocorreu em 17 de maio, na derrota do Santos por 3 x 0 para o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, o foco esteve totalmente voltado para a recuperação da lesão muscular na panturrilha direita e para a tentativa de ganhar condições de atuar na Copa do Mundo.
- Leia também: O peso de uma temporada de lesões de Raphinha
Há uma vaga aberta no setor ofensivo após a confirmação da lesão muscular de Raphinha. Caso Ancelotti mantenha a estrutura com quatro atacantes, Endrick, Luiz Henrique e Rayan aparecem como os principais candidatos ao espaço pelo lado direito. Neymar corre por fora e ainda depende da evolução física para entrar na disputa.
Entre os concorrentes, Luiz Henrique parece largar em vantagem. O ex-atacante do Botafogo foi titular pela ponta direita em quatro partidas sob o comando de Ancelotti. Por outro lado, Rayan ganhou pontos ao substituir Raphinha ainda no primeiro tempo da vitória sobre o Haiti e corresponder à confiança da comissão técnica. Restam três dias para Ancelotti fazer a escolha.
Dos jogadores que iniciaram a partida contra os haitianos, apenas Vinicius Junior, Alisson e Lucas Paquetá foram a campo no início da atividade. Marquinhos, Gabriel Magalhães, Danilo, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha permaneceram na academia para trabalhos regenerativos.
A uma rodada do fim da fase de grupos, o Brasil lidera o Grupo C com os mesmos quatro pontos do Marrocos, mas leva vantagem no saldo de gols: 3 x 1. Na quarta-feira, enquanto a Seleção enfrenta a Escócia em Miami, os marroquinos medirão forças com o Haiti, em Atlanta.
Se avançar às oitavas de final, o Brasil cruzará com uma equipe do Grupo F. No cenário atual, Holanda, Japão e Suécia aparecem como possíveis adversários. Hoje, a projeção aponta para um duelo contra os japoneses no primeiro mata-mata.
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