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Mudança transforma cartões amarelos em preocupação para o Brasil

Novo regulamento reduz de três para dois o número de advertências necessárias para suspensão automática. Titulares, Casemiro e Douglas Santos estão no limite para duelo contra a Escócia

Nova Jersey — Carlo Ancelotti tem mais contas para fechar antes do duelo com a Escócia, nesta quarta-feira (24/6), às 19h, em Miami. Além da vaga aberta na ponta-direita depois da lesão de Raphinha, da expectativa pelo retorno de Neymar e da crescente pressão popular por Endrick, o treinador precisará controlar outro fator de risco: os cartões amarelos. Casemiro e Douglas Santos chegam pendurados à última rodada da fase de grupos e podem perder justamente o primeiro jogo eliminatório da Copa do Mundo.

A preocupação existe por causa de uma mudança promovida pela Fifa para a Copa do Mundo de 2026. Diferentemente das últimas edições, quando três cartões amarelos eram necessários para gerar suspensão automática, o novo regulamento reduziu o limite para duas advertências. Em compensação, os cartões serão zerados ao fim da fase de grupos e novamente após as quartas de final. Na prática, Casemiro e Douglas Santos não carregarão a pendência para uma eventual oitavas de final, mas desfalcarão a Seleção justamente na estreia do mata-mata caso sejam advertidos diante da Escócia.

Dos dois titulares pendurados, Casemiro inspira atenção especial. O volante é peça fundamental no sistema montado por Ancelotti e ganhou ainda mais importância depois dos ajustes promovidos contra o Haiti. Em diversos momentos, recuou entre os zagueiros para formar uma linha de três defensores e oferecer maior proteção à equipe. Perder o camisa 5 às vésperas da fase eliminatória obrigaria a entrada do substituto Fabinho. 

Douglas Santos assumiu a titularidade durante a Copa do Mundo e oferece características importantes ao sistema de Ancelotti. Seguro defensivamente, tem liberdade para apoiar o ataque e foi um dos responsáveis por dar equilíbrio ao corredor esquerdo contra o Haiti. A eventual ausência também representaria um problema para a comissão técnica. O reserva imediato, Alex Sandro, não reúne a mesma sequência de jogos nem as mesmas características do titular, o que poderia obrigar o treinador a promover ajustes no funcionamento do setor.

O cenário seria mais preocupante para a comissão técnica se o terceiro pendurado estivesse nos planos para a partida. Advertido na estreia contra o Marrocos, Ibañez perdeu a condição de titular após a atuação irregular e aparece apenas como opção para a zaga durante os jogos. 

A ampla utilização do elenco oferece alguma margem de manobra para Carlo Ancelotti. Em apenas duas partidas, o treinador acionou 20 dos 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo. Ainda aguardam a primeira oportunidade no torneio os goleiros Ederson e Weverton, os zagueiros Léo Pereira e Bremer, o lateral-esquerdo Alex Sandro e Neymar. A tendência, porém, é de que o italiano preserve a espinha dorsal da equipe devido à briga pela liderança.

Embora a mudança no regulamento tenha aumentado a atenção sobre os pendurados, o Brasil está longe de figurar entre as seleções mais indisciplinadas da Copa. O posto pertence ao Paraguai, que acumulou seis cartões amarelos em apenas duas partidas. Bósnia e Herzegovina e Curaçao aparecem logo atrás, com cinco advertências cada. No extremo oposto estão Jordânia, Japão, Noruega, Argélia, Croácia, Senegal, Alemanha, Inglaterra, França e Argentina, equipes que ainda não receberam cartões no torneio.

Oito cartões vermelhos foram distribuídos nesta Copa do Mundo para seis seleções. África do Sul e Catar puxam a fila, com dois cada. Na sequência, aparecem Bélgica, México, Bósnia e Herzegovina e Paraguai. 

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