A Seleção Brasileira entra em campo nesta quarta-feira (24/6) para um confronto decisivo pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Líder do Grupo C, o Brasil enfrenta a Escócia às 19h (horário de Brasília), em Miami, nos Estados Unidos, em busca da confirmação da classificação para as oitavas de final do torneio.
Com quatro pontos conquistados, a equipe comandada por Carlo Ancelotti divide a pontuação com o Marrocos, mas leva vantagem nos critérios de desempate. Do outro lado, a Escócia em quarto lugar tenta surpreender e manter vivo o sonho de avançar para a próxima fase. Além da importância da partida para classificação, o confronto chama atenção pelo histórico amplamente favorável aos brasileiros.
Brasil nunca perdeu para a Escócia
O retrospecto entre as duas seleções mostra uma certa superioridade da equipe verde e amarela. Em dez partidas disputadas ao longo da história, o Brasil soma oito vitórias e dois empates, com 16 gols marcados e apenas três sofridos.
Adversário há 60 anos, os escoceses nunca derrotaram a Seleção Brasileira no futebol masculino, reforçando o favoritismo brasileiro para o duelo desta quarta. Segundo projeções divulgadas por plataformas especializadas em estatísticas esportivas, o Brasil chega à partida com cerca de 74% de chances de vitória.
Histórico de duelos
Brasil e Escócia já se encontraram quatro vezes em Copas do Mundo, sempre pela fase de grupos. O retrospecto também favorece a Seleção Brasileira, que acumula três vitórias e um empate.
Entre os confrontos mais marcantes está a goleada por 4 a 1 na Copa de 1982, quando a seleção liderada por Zico deu um verdadeiro espetáculo futebolístico. Outro duelo histórico aconteceu na abertura do Mundial de 1998, vencido pelo Brasil por 2 a 1.
Todos os confrontos entre Brasil e Escócia
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2011 – Brasil 2 x 0 Escócia - mirates Stadium, em Londres - Neymar (2) - Amistoso;
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1998 – Brasil 2 x 1 Escócia Stade de France, em Paris - César Sampaio e Tommy Boyd (contra) - Fase de grupos da Copa do Mundo;
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1990 – Brasil 1 x 0 - Estádio Delle Alpi, em Turim - Müller - Fase de Grupos da Copa do Mundo;
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1987 – Escócia 0 x 2 Brasil - Hampden Park, em Glasgow - Raí e Valdo - Stanley Rous Cup;
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1982 – Brasil 4 x 1 Estádio Benito Villamarin, Sevilha - Zico, Oscar, Éder e Falcão - Fase de Grupos da Copa do Mundo;
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1977 – Brasil 2 x 0 Escócia - Maracanã, no Rio - Zico e Toninho Cerezo - Amistoso;
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1974 – Escócia 0 x 0 Brasil -Waldstadion, em Frankfurt - Fase de grupos da Copa do Mundo;
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1973 – Escócia 0 x 1 Brasil - Hampden Park, em Glasgow - Derek Johnstone (contra) - Amistoso;
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1972 – Brasil 1 x 0 Escócia - Maracanã, no Rio - Jairzinho - Taça Independência;
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1966 – Escócia 1 x 1 Brasil - Hampden Park, em Glasgow - Servílio - Amistoso.
A tradição da camisa 9 brasileira
Se o confronto carrega história, a camisa 9 da Seleção também possui um significado especial. Tradicionalmente destinada ao centroavante titular, a numeração já foi usada por alguns dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro.
Curiosamente, poucos jogadores conseguiram repetir o número em mais de uma Copa do Mundo. Entre os nomes que marcaram época estão Romário e, principalmente, Ronaldo Fenomêno que chegou a usar a numeração duas vezes: em 1998, quando levou o Brasil à final, e em 2006.
Antes disso, o atacante já havia participado do título de 1994, mas usando outro número. Agora, em 2026, a responsabilidade está sob o atacante Matheus Cunha.
Se o Brasil conta com Cunha para liderar, os escoceses também não ficam para trás. Atualmente a Seleção conta com Lyndon Dykes, de 30 anos, o atacante é conhecido por marcar presença dentro de campo, e se tornou uma das figuras de confiança dos escoceses durante o Mundial.
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Matheus Cunha e Ronaldo Fenômeno: gerações diferentes, mesma responsabilidade
Comparar qualquer atacante brasileiro com Fenômeno é uma tarefa difícil. Considerado um dos maiores centroavantes da história do futebol, Ronaldo ficou marcado pela velocidade, explosão física, capacidade de finalização e números impressionantes com a camisa da Seleção.
Matheus Cunha possui características diferentes, sendo mais móvel, o atacante costuma sair da área para participar da construção das jogadas, criar espaços e auxiliar na marcação.
Enquanto Ronaldo era um finalizador nato, Cunha atua de forma mais coletiva e dinâmica. O duelo contra a Escócia pode ser mais uma oportunidade para o camisa 9 mostrar seu valor e aproximar o Brasil das oitavas de final.
Com tradição, retrospecto favorável e uma vaga em jogo, Brasil e Escócia prometem um confronto que mistura passado, presente e expectativas para o futuro da Seleção Brasileira no Mundial de 2026.
*Estagiária sob supervisão de Rafaela Soares
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