MUNDIAL DE SELEÇÕES
Copa do Mundo 2026: seis fatos que marcaram o torneio até agora
Entre marcas pessoais e polêmicas, Correio lista acontecimentos principais do Mundial de seleções, às vésperas das quartas de final
MUNDIAL DE SELEÇÕES
Entre marcas pessoais e polêmicas, Correio lista acontecimentos principais do Mundial de seleções, às vésperas das quartas de final

A Copa do Mundo de 2026 caminha para os últimos capítulos. Oito jogos restam no caminho do principal torneio do planeta bola. A partida derradeira, a grande decisão, está marcada para às 16h de domingo (19/7). Dos 104 jogos totais, 96 já aconteceram.
Nesta quarta-feira (8/7), o Mundial de Seleções vive a primeiria diária sem bolas na rede, após 27 dias seguidos de partidas pela competição.
Enquanto espera pela largada das quartas de final, agendada para esta quinta (9/7), com França x Marrocos, às 17h, o Correio lista seis dos principais destaques da Copa até aqui, que já percorreu 92,31% da própria existência.
A Copa do Mundo de 2026 foi (e ainda é, para alguns) a última dança de diversos jogadores que marcaram época com os uniformes das respectivas seleções. Grande parte deles, eliminados, já se despediram da competição. Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo é um dos que já voltou para casa. Capitão de Portugal, o camisa 7 deu adeus após a eliminação dos lusitanos diante da Espanha. Esta foi a sexta participação dele no torneio.
Outros dois estão na casa dos 40. Um dos grandes goleiros da história da Alemanha (apontado por muitos como o maior), Manuel Neuer disputou a última partida da carreira com a camisa da seleção europeia durante a derrota para o Paraguai, nos pênaltis, pela segunda fase do Mundial. O arqueiro disputou cinco edições de Copa. A última quase não aconteceu. Pelo excesso de lesões de colegas de posição, deixou a aposentadoria internacional e retornou.
Na Croácia, Modric também deu tchau após a quinta Copa. Com atuações discretas, o camisa 10 croata não conseguiu evitar a eliminação contra Portugal. A derrota contou com polêmica que será lembrada nesta lista. Mais jovem da relação, aos 34 anos, Neymar foi outro a ter se apresentado a nível internacional pela última vez. De volta à Seleção pela primeira vez desde 17 de outubro de 2023, dividiu a torcida brasileira fortemente com a presença no campeonato. Esteve presente em apenas dois jogos, e marcou um gol de pênalti.
O Mundial realizado na América do Norte contou com uma seleção de recordes individuais quebrados por atletas distintos. O principal deles diz respeito à artilharia geral da competição. Já era esperado que Messi e Mbappé protagonizassem duelo pessoal pela marca. Em 2022, deixaram a competição com números muito próximos aos do alemão Miroslav Klose, que tem 16 gols em Copas e liderava o quesito.
Pois bem, liderava. Messi foi o primeiro a ultrapassá-lo. Tinha 13 gols. Agora, tem 21. Marcou oito em cinco jogos nos EUA. É o artilheiro do certame. Mbappé, no entanto, vem logo atrás. Tem sete nesta Copa. No ranking geral, está em segundo, com 19 gols em 19 jogos. O francês também se tornou no maior artilheiro em jogos de mata-mata de Copas, com 10 em nove partidas.
O argentino, no entanto, não para por aí. O capitão e camisa 10 somou outras marcas nesta edição. Se tornou no dono do maior número de assistências em Copas (9), o primeiro a marcar em seis jogos seguidos de mata-mata, o primeiro a marcar em nove partidas seguidas do torneio, o detentor de mais aparições em mata-matas (14) e de mais vitórias no geral (18). Ainda houve espaço para marca negativa. É quem mais perdeu pênaltis na história (4).
Do outro lado da rivalidade individual histórica, Cristiano Ronaldo também somou marcas. Com os gols anotados contra Uzbequistão, se tornou no primeiro a estufar as redes em seis edições de Mundial. Com o terceiro, anotado contra a Croácia, chegou a 11 e ultrapassou Eusébio como o maior artilheiro do país em Copas. Além disso, se tornou no jogador mais velho a jogar e a marcar um gol em mata-mata, com 41 anos e 138 dias de vida.
Também houve, é claro, espaço para polêmicas. A, muito provavelmente, principal delas, envolveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O centro da situação foi o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. Expulso contra Bósnia & Herzegovina na partida na segunda fase, o atacante teve a suspensão automática por recebimento de cartão vermelho anulada. Dessa forma, graças a uma brecha no regulamento, pôde enfrentar a Bélgica, pelas oitavas de final do Mundial.
A Fifa decidiu por suspender, pelo período probatório de um ano, a aplicação da suspensão. A situação ganhou repercusão internacional. Trump admitiu ter telefonado para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para que o cartão fosse revisto.
Infantino confessou ter recebido a ligação, mas afirmou que a atitude não teve influência na decisão. Em seguida, Trump agradeceu pela anulação, afirmou que a entidade fez "a coisa certa" e ainda teceu críticas ao árbitro brasileiro. Mesmo com o jogador em campo, os Estados Unidos acabaram eliminados após derrota por 4 x 1, com direito a dancinha do elenco belga em provocação ao presidente republicano.
Estreante em Copas, a seleção de Cabo Verde foi uma das grandes sensações do torneio de 2026. A caminhada marcante começou logo na estreia. Diante da Espanha, uma das principais candidatas ao título, a equipe africana segurou o empate sem gols muito graças a performance do goleiro de 40 anos. O arqueiro fez sete defesas e lançou o próprio nome ao planeta bola. Nas redes sociais, chegou à competição com 40 mil seguidores. Hoje, soma 28 milhões.
Depois de passar ao mata-mata de forma invicta na fase de grupos, com direito a empate contra o Uruguai, enfrentou a Argentina na segunda fase. Era fortemente preterida a garantir algum resultado. Depois de sair atrás no primeiro tempo, empatou a partida no segundo e levou a atual campeã mundial ao limite. Os argentinos só conseguiram a vitória por 3 x 2 na prorrogação. Mesmo eliminados, os carbo-verdianos foram recebidos na Cidade da Praia, capital do país, como heróis, com grande festa.
A Croácia perdeu a chance de se classificar para as oitavas de final da Copa do Mundo por um contato entre fios de cabelo e a bola. Nos acréscimos do confronto dos croatas contra Portugal, os lusitanos viraram a partida com 2 x 1 no placar após gol marcado por Gonçalo Ramos. O time xadrez, em desvatangem, se lançou ao ataque. Com o tempo prometido já estourado, o atacante Igor Mantanovic toca na bola dentro da área portuguesa antes do zagueiro Josko Gvardiol empurrar para as redes e empatar o jogo.
O atacante croata foi flagrado em posição de impedimento graças à tecnologia. Um chip instalado dentro da bola mostrou que houve contato com o cabelo do jogador. Portanto, após ir ao VAR, o árbitro da partida anulou o gol de empate. Apesar do lance estridente, o chip em questão não é uma novidade. A estreia do recurso aconteceu na Copa de 2022. O objeto, que é, na realidade, um sensor de movimento, capta dados de ontato a 500 Hz. Dessa forma, ajuda, com precisão, a detectar lances de impedimento, toques de mão e outros contatos, como com Mantanovic.
Eliminado pela Noruega após revés por 2 x 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira registrou a pior participação no torneio em 36 anos. A última vez em que havia sido eliminada na fase em questão aconteceu no Mundial sediado na Itália, vencido pela Alemanha. Naquela oportunidade, a Canarinho caiu para a Argentina, com derrota por 1 x 0.
Desta vez, fecha a participação na versão atual do campeonato com a 11ª posição. Além disso, sacramenta o maior jejum da história sem conquistar o título. Em 2030, ano do próximo Mundial, completará 28 anos sem levantar a taça. O jejum é o mesmo se for considerado o tempo desde a primeira Copa até a primeira conquista. De 1930 a 1958, foram os mesmos 28 anos. Vale ressaltar que as edições de 1942 e 1946 não aconteceram, em decorrência da Segunda Guerra Mundial.
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