A secretária de Educação do DF, Iêdes Soares Braga, comentou sobre o novo concurso para a rede pública de ensino do DF. Durante o programa CB.Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta segunda-feira (13/7), ela detalhou a quantidade de vagas de contratação imediata e contratos temporários: serão cerca de 2,6 mil de preenchimento imediato e 7,5 mil para o cadastro reserva, contabilizando cerca de 10 mil vagas. A realização do concurso depende da resposta do Tribunal Regional do Distrito Federal (TRE-DF). Às jornalistas Adriana Bernardes e Mila Ferreira, Iêdes também abordou o impacto da lei que proíbe celulares em sala de aula (Lei Federal nº 15.100/2025), que entrou em vigor em 2025. Em uma pesquisa realizada pela pasta, o nível de interação e socialização entre os estudantes aumentou.
O concurso público para a nomeação de novos profissionais para a rede pública do DF vai acontecer neste ano?
Como estamos em ano eleitoral, todo esse processo precisa de mais cuidado, temos um limite legal. Adotamos todos os procedimentos para a realização do concurso, e hoje estamos aguardando o pronunciamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) para que ele se posicione quanto à viabilidade ou não da realização do concurso.
Qual é a demanda, hoje, do sistema público de educação? Quais áreas precisam de mais profissionais?
Temos uma demanda grande para a carreira de Políticas Públicas Especialistas em Gestão Educacional (PPGE). Toda a carreira que apoia a execução ou o desenvolvimento do trabalho pedagógico dentro das escolas, como os técnicos administrativos, estão sendo procuradas. Hoje, as vagas temporárias estão todas na carreira magistério. E por que isso? Porque ela supre a necessidade de um profissional efetivo, que muitas vezes está fora da sala de aula, porque foi nomeado para um cargo de gestor escolar. Também acontece de um profissional ser cedido a uma outra área e precisamos ocupar essa vaga com um contrato temporário.
O rendimento dos alunos após a proibição dos celulares em sala de aula aumentou?
A secretaria realizou uma pesquisa ouvindo pais, professores e alguns pais. Todos foram unânimes em falar que os resultados melhoraram em todos os aspectos. Por exemplo, estudantes que mal se comunicavam, passaram a cultivar mais conversas e um cuidado um com o outro. Os recreios passaram a ser mais interativos, algumas escolas adquiriram jogos de tabuleiros, mesas de pingue-pongue e mudaram essa dinâmica do intervalo e do uso do celular.
Como estão os programas estruturantes no DF e quais são os principais a serem citados?
Ao longo dos anos desenvolvemos alguns programas base para o desenvolvimento de toda a política educacional. O Alfaletrando (programa de alfabetização e letramento do DF), vinculado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, tem o objetivo de alfabetizar todas as crianças da rede pública até o segundo ano do Ensino Fundamental. Além dele, temos o programa Escola das Adolescências, voltado para o ensino médio. Esse programa tem foco na preparação para o Enem e também em orientações para o acesso às Universidades. Por fim, também temos o Pontes para o Mundo, que, no ano passado, levou 101 estudantes para o Reino Unido. Esse projeto é um programa de vivência internacional para estudantes da rede pública.
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