REDE PÚBLICA

Sinpro-DF repudia decreto do GDF que extingue núcleos da rede pública

Sindicato alerta para o desmonte de áreas como Educação Ambiental e Arte-Educação. Decisão ameaça projetos que atendem milhares de alunos e ocorreu sem consulta à comunidade escolar

Correio Braziliense
postado em 27/09/2026 11:16
A decisão, que reorganiza a estrutura administrativa da pasta, também atinge o Núcleo de Língua Estrangeira e de Apoio e Articulação dos Atendimentos da Educação Inclusiva e Integral.  -  (crédito: Reprodução/Sinpro-DF)
A decisão, que reorganiza a estrutura administrativa da pasta, também atinge o Núcleo de Língua Estrangeira e de Apoio e Articulação dos Atendimentos da Educação Inclusiva e Integral. - (crédito: Reprodução/Sinpro-DF)

*João Pedro de Lara Resende

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) manifestou repúdio ao Decreto nº 49.394/2026, publicado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na última segunda-feira (21/9), que extingue núcleos da Secretaria de Educação.

A medida afeta diretamente as coordenações de Educação Ambiental, de Arte-Educação, de Língua Estrangeira e de Apoio e Articulação dos Atendimentos da Educação Inclusiva e Integral. Segundo a entidade, a decisão representa um grave retrocesso e prejudica a continuidade de projetos e parcerias voltados aos estudantes da rede pública.

A extinção do núcleo de Educação Ambiental foi classificada como alarmante pela categoria em meio ao agravamento da crise climática no país, marcada por secas severas no Cerrado. O sindicato alerta que a reestruturação da pasta ameaça iniciativas como o programa Parque Educador, que, apenas em 2025, atendeu mais de 14,8 mil alunos e 710 professores.

Além disso, a entidade aponta que o fim do núcleo de Arte-Educação retira recursos pedagógicos estruturantes para o desenvolvimento cognitivo e social dos jovens.

Outro ponto duramente criticado pelos educadores é a ausência de diálogo na formulação da medida. A publicação do decreto ocorreu de forma unilateral, sem consulta prévia aos profissionais da educação, às famílias ou a entidades representativas.

Por meio de um manifesto assinado por pesquisadores e integrantes da comunidade escolar, o Sinpro-DF destaca que as áreas afetadas não são atividades acessórias, mas eixos fundamentais da formação cidadã, e cobra a revogação imediata da extinção, além da convocação de audiências públicas.

A nota de repúdio e o manifesto na íntegra podem ser lidos no site oficial do sindicato: sinprodf.org.br.

*Estagiários sob a supervisão de Ana Sá.

 

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