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Pesquisa mostra o quanto redes sociais prejudicam desempenho de estudantes

Números revelam que universitários sentem sinais de fadiga e cansaço mental causada pelo excesso de telas

Correio Braziliense
postado em 19/02/2026 22:02
59% dos estudantes acreditam que o uso excessivo dessas plataformas prejudica o desempenho acadêmico -  (crédito: Pexels por Pixabay )
59% dos estudantes acreditam que o uso excessivo dessas plataformas prejudica o desempenho acadêmico - (crédito: Pexels por Pixabay )

Uma pesquisa realizada pela rede de estudos Passei Direto com 453 estudantes universitários em graduação e pós-graduação, revelou o impacto negativo causado pela imersão nas redes sociais. 59% dos estudantes acreditam que o uso excessivo dessas plataformas prejudica o desempenho acadêmico, os discentes relatam permanecer conectados, em média, 2 horas e 40 minutos por dia. O estudo divulgado nesta quinta-feira (19/2) está disponível neste link.

O termo “brain rot” ganhou força na internet e se refere a deterioração cognitiva e mental causada pelo consumo excessivo de conteúdos digitais, repetitivos e de curta duração, comuns nas redes sociais. 86% dos entrevistados afirmaram não conhecer o termo, entretanto, revelaram sentir os sintomas ligados a ele.
49% dos estudantes relatam sentir cansaço mental durante ou logo após o uso de redes sociais e 57% apontam o esgotamento físico e mental como a principal barreira para manter a concentração nos estudos.

O diretor geral do Passei Direto, Ricardo Guia, comentou sobre o autoconhecimento dos impactos negativos causados pelo uso exagerado de telas: “O dado que mais chama atenção é que os estudantes reconhecem os efeitos negativos da hiperconexão mesmo sem conhecer o termo que descreve o fenômeno. Isso indica que o debate sobre saúde mental e atenção precisa chegar também ao contexto da aprendizagem”.

A estudante de direito Isabella Gentil, 19 anos, afirma que o excesso do uso de celular e a alta média diária do uso atrapalharam na hora dos estudos. “Os vídeos do TikTok são os que mais tiram a atenção, por serem curtos e praticamente ‘infinitos’ é difícil focar”, comentou. “Durante o dia uso o celular nas horas vagas, mas quando vou estudar, fica difícil focar”.

55% dos estudantes entrevistados afirmam adotar estratégias de organização prévia dos estudos. Outros 29% recorrem à prática de exercícios físicos como forma de manter a atenção e a disciplina. De acordo com Ricardo, o cenário aponta para uma mudança no perfil do estudante e na forma de aprender. “A dificuldade de concentração não é apenas uma questão de método, mas de contexto. A forma como consumimos informação hoje influencia diretamente a forma como estudamos. Por isso, oferecer ferramentas que ajudem a estruturar o aprendizado se torna cada vez mais necessário”, afirma.

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