Direitos LGBTQIAP+

Rússia inclui movimento LGBT em lista de "terroristas e extremistas"

Integram a lista 14 mil nomes, entre eles o grupo terrorista Al-Qaeda e apoiadores de Alexei Navlany, morto em fevereiro em uma prisão russa

Desde o início da guerra contra a Ucrânia, em 2022, as autoridades da Rússia reprimem de forma crescente as minorias sexuais -  (crédito: Margaux Bellott/Unsplash)
Desde o início da guerra contra a Ucrânia, em 2022, as autoridades da Rússia reprimem de forma crescente as minorias sexuais - (crédito: Margaux Bellott/Unsplash)
postado em 22/03/2024 17:48

O movimento LGBT foi incluído pela Rússia em uma lista de pessoas e entidades "terroristas e extremistas", de acordo com uma nota do serviço de inteligência financeira do país.

Administrada pela agência Rosfinmonitoring, que tem poder se congelar contas bancárias de grupos designados extremistas ou terroristas, a lista contém 14 mil nomes de pessoas e entidades. Alguns dos citados são o grupo terrorista Al-Qaeda, a empresa norte-americana Meta, e apoiadores do líder oposicionista Alexei Navlany, morto em fevereiro em uma prisão russa.

A inclusão do movimento LGBT à lista ocorre após a Suprema Corte russa considerar o movimento internacional "extremista" e tornar ilegal o ativismo LGBTQIA+ no país, em novembro do ano passado. Desde o início da guerra contra a Ucrânia, em 2022, as autoridades da Rússia reprimem de forma crescente as minorias sexuais.

Na quarta-feira (20/3), autoridades anunciaram a prisão preventiva de donos de um bar na região de Urais por "extremismo LGBTQIA+". Eles enfrentam uma pena que pode chegar até 10 anos de prisão. A acusação diz que "durante a investigação, foi descoberto que os acusados, pessoas com uma orientação sexual não tradicional (...) também apoiam as opiniões e atividades da associação pública internacional LGBT, proibida em nosso país".

Desde 2013, uma lei russa proíbe a "propaganda de relações sexuais não tradicionais" entre menores. Em 2022, a legislação foi ampliada para proibir qualquer forma de "propaganda" LGBTQIA+ na mídia, internet, livros e filmes.

Com informações da Agência France-Presse

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