O tenente-general Eyal Zami, chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, disse que os israelenses devem se preparar para uma "campanha prolongada" contra o Irã. "Estamos lançando a campanha mais complexa da nossa história. Apesar do progresso significativo, dias difíceis nos aguardam. Estamos nos preparando para muitas eventualidades", afirmou o militar, nesta sexta-feira (20/6).
Eyal acrescentou que a "combinação" de ameaças nucleares e de mísseis iranianos "obrigou Israel a lançar um ataque preventivo" e relatou que antes da ofensiva o Irã tinha "aproximadamente 2.500 mísseis terra-terra e os produzia em ritmo constante", o que permitiria atingir um arsenal de "aproximadamente 8 mil mísseis" em dois anos. O governo israelense, por sua vez, adota uma política de não confirmar nem negar que tenha armas nucleares.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, discursou na 59ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e afirmou que os ataques de Israel às instalações nucleares no Irã são graves crimes de guerra e traição à diplomacia. "Fomos atacados em meio a um processo diplomático. Deveríamos nos reunir com os americanos em 15 de junho para elaborar um acordo muito promissor", disse Abbas.
O embaixador israelense Daniel Meron também discursou na 59ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU e acusou Irã de crimes de guerra. "A estratégia iraniana se baseia em desestabilizar toda a região para expandir sua ideologia extremista. Imagine o que faria com uma arma nuclear", disse.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que o conflito entre Israel e Irã está se intensificando rapidamente. “Não estamos caminhando em direção a uma crise – estamos correndo em direção a ela. Não estamos testemunhando incidentes isolados – estamos a caminho de um caos potencial.” Ainda segundo Guterres, a expansão do conflito poderia “acender um fogo que ninguém pode controlar”.
Com informações da AFP*
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