
Sebastian Cizman, menino de 12 anos do Reino Unido, morreu ao tentar recriar, como brincadeira, uma cena de enforcamento da série distópica sul-coreana Round 6, da Netflix. O jovem era fã da atração e tentou um desafio que viu na internet, segundo a mãe.
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Sebastian foi encontrado desacordado na escada da casa da família, em Glasshoughton, na Inglaterra, em junho. O caso só veio a público agora.
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Segundo o inquérito policial, o primo do menino encontrou o jovem com um lençol em volta do pescoço. Os paramédicos foram acionados, mas não conseguiram reanimá-lo. A morte foi confirmada em um hospital da região.
De acordo com as investigações, Sebastian era fã de Round 6, série em que personagens competem em versões mortais de jogos infantis em busca de um prêmio em dinheiro. A polícia encontrou no celular do garoto uma imagem de um personagem da série que morreu enforcado, além de registros que indicam que ele compartilhou a mesma imagem em um grupo de WhatsApp no dia em que morreu.
Durante o inquérito, foi relatado que Sebastian era conhecido entre amigos e familiares por ser brincalhão. Ele costumava fingir estar inconsciente durante brincadeiras de luta com colegas, o que reforçou a hipótese de que o episódio não teve intenção de automutilação.
A polícia não encontrou indícios de que Sebastian estivesse participando ativamente de desafios perigosos disseminados em redes sociais como o TikTok. No entanto, foi identificado em seu histórico de buscas no YouTube um vídeo de primeiros socorros intitulado “como sobreviver a um engasgo sozinho”, o que levantou preocupações adicionais durante a apuração.
Os pais de Sebastian relataram aos investigadores que já haviam conversado com o filho sobre os perigos de desafios online, muitos deles responsáveis por mortes de crianças e adolescentes ao redor do mundo. Segundo a família, o garoto garantiu que não participaria desse tipo de prática.
Descrito pela escola e por familiares como um menino feliz, popular e sem histórico de problemas de saúde mental, Sebastian era também pianista autodidata. Em comunicado, os pais afirmaram acreditar que a morte do filho foi um acidente trágico.
A mãe do menino, Kasia Cizman, apelou publicamente por medidas mais rigorosas contra conteúdos perigosos nas plataformas digitais. Ela responsabilizou as grandes empresas de tecnologia por permitirem a circulação de vídeos e desafios que colocam crianças em risco.
“Essas plataformas não fazem nada. É completamente descontrolado. Elas ganham dinheiro e não se importam. Espero que a perda do meu filho ajude outras crianças a entenderem os perigos e que as empresas façam algo para impedir que isso continue acontecendo. Verifiquem os celulares de seus filhos antes que seja tarde demais”, alertou em entrevista ao The Telegraph.

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