
O Senado dos Estados Unidos avançou para impedir que o presidente do país, Donald Trump, tome medidas militares contra a Venezuela por conta própria. Uma resolução que só dá ao republicano o direito de agir mediante autorização do Congresso foi aprovada em votação nesta quinta-feira (8/1).
O placar foi apertado. Foram 52 votos a favor e 47 contra. Além de escolhas unânimes dos democratas, cinco senadores republicanos também votaram para aprovar a medida. A bateria final está marcada para a semana do dia 12 de janeiro. No entanto, é considerada apenas uma formalidade, já que a medida depende da sanção do próprio Trump.
Na rede social Truth Social, Donald Trump mostrou descontentamento. Inclusive, citou, nominalmente, os republicanos que votaram a favor da proposta, e os criticou. "Susan Collins, Lisa Murkowski, Rand Paul, Josh Hawley e Todd Young jamais deveriam ser eleitos para cargos públicos novamente", afirmou.
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Porém, outros obstáculos ainda precisarão ser superados para que a medida passe a valer. Caso haja confirmação no Senado, a Câmara de Representantes será a próxima encarregada por dar prosseguimento. Lá, há maioria é republicana. Por isso, deve seguir os interesses da Casa Branca. Um possível veto de Trump é possível.
Após a captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, no último sábado (3/1), até mesmo alguns republicanos passaram a considerar votar a favor da medida para limitar as ações de Trump. Alguns se mostraram apreensivos com as declarações do presidente sobre as ações na Venezuela, conforme destacou o senador Rand Paul, republicano do Kentucky e coautor da resolução.
"Conversei hoje com pelo menos dois republicanos que não votaram a favor desta resolução anteriormente, mas que estão reconsiderando. Não posso garantir como eles votarão, mas pelo menos dois estão considerando a proposta, e alguns deles estão falando publicamente sobre suas reservas a respeito disso", disse ele, em coletiva de imprensa, nessa quarta-feira (7/1).

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