
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12/1) a imposição de tarifas de 25% sobre transações a países que fazem negócios com o Irã. Nos últimos dias, o republicano tem feito ameaças de ações militares para conter a repressão a protestos que tomaram as ruas iranianas.
“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã irá pagar uma tarifa de 25% em todo e qualquer transação com os Estados Unidos. Essa ordem é final e conclusiva”, informou Trump na rede social Truth Social.
A declaração vem após o republicano ameaçar ações militares em resposta à onda de repressão aos protestos que ocorrem no Irã desde o fim de dezembro motivados pela alta dos preços. Segundo a ONG Iran Human Rights, mais de 600 manifestantes foram mortos desde o início das manifestações.
Ainda não se sabe quando a tarifa entrará em vigor. A China e a Rússia, rivais dos Estados Unidos na disputa comercial, são os principais parceiros de negócios do país do Oriente Médio, membro do Brics desde 2023.
A decisão terá impacto inclusive no agronegócio brasileiro. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou o equivalente a US$ 2,9 bilhões ao Irã e importou US$ 84 milhões. Alguns dos produtos mais exportados são o milho, soja, açúcar e produtos de confeitaria.Já na importação, o Brasil comprou fertilizantes, adubos, pistácios e uvas secas.
Resposta iraniana
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirma que os protestos tornaram-se violentos para justificar uma intervenção norte-americana. “Estamos prontos para a guerra, mas também para o diálogo”, declara.
Segundo Araghchi, as manifestações foram incitadas por elementos estrangeiros e há imagens de armas sendo distribuídas aos manifestantes. Ele também classifica os manifestantes como “terroristas”.

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