ESTADOS UNIDOS

Colegas homenageiam enfermeiro morto por agentes federais nos EUA

Alex Pretti, de 37 anos, trabalhava na UTI de hospital em Minneapolis; circunstâncias da morte são contestadas pela família

Pretti era enfermeiro de cuidados intensivos e atuava na UTI do hospital Minneapolis Veterans Affairs -  (crédito: Reprodução/Instagram/@abc_diario)
Pretti era enfermeiro de cuidados intensivos e atuava na UTI do hospital Minneapolis Veterans Affairs - (crédito: Reprodução/Instagram/@abc_diario)

Colegas de trabalho de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos morto a tiros por agentes federais do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), no sábado (24/1), realizaram uma homenagem ao enfermeiro. Pretti era enfermeiro de cuidados intensivos e atuava na UTI do hospital Minneapolis Veterans Affairs.

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Em um vídeo divulgado nas redes sociais do site ABC, enfermeiros aparecem perfilados em um corredor do hospital, batendo continência e levando a mão ao coração enquanto o corpo de Pretti é transladado, em um gesto de despedida e respeito ao colega.

Segundo familiares e pessoas próximas, Pretti era conhecido como um amante da natureza e de atividades ao ar livre, especialmente mountain bike. Ele também costumava levar seu cachorro, Joule, para todos os lugares — o animal morreu há cerca de um ano, de acordo com a agência Associated Press (AP).

Há a suspeita de que Pretti tenha se juntado a protestos após a morte de Renee Good, também de 37 anos, baleada por um agente do ICE dentro de seu carro no início deste mês. No entanto, os acontecimentos que antecederam a morte do enfermeiro ainda são alvo de versões contraditórias.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) afirmou que os agentes dispararam em legítima defesa, alegando que Pretti estava armado com uma pistola e resistiu às tentativas de desarmamento. Essa versão, porém, é contestada por testemunhas oculares, algumas autoridades e pela família do enfermeiro.

Em comunicado, os familiares informaram que Pretti não tinha histórico de confrontos com a polícia, além de multas de trânsito. À AP, a família disse que ele estava incomodado com a repressão do presidente Donald Trump à imigração na cidade de Minneapolis.

A mãe do enfermeiro, Susan Pretti, também relatou que o filho se preocupava profundamente com a revogação de regulamentações ambientais promovida pelo governo Trump. “Ele detestava que as pessoas estivessem destruindo o meio ambiente”, afirmou. “Ele era um amante da natureza. Amava este país, mas detestava o que as pessoas estavam fazendo com ele.”

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postado em 26/01/2026 11:07
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