Crise política na Venezuela

Venezuela dá início à soltura de cidadãos americanos

Governo interino da Venezuela iniciou a libertação de americanos e outros presos políticos, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos; medida ocorre após pressão internacional e foi comemorada pelo presidente Donald Trump, enquanto a ONG Foro Penal critica a falta de transparência nas solturas

A Venezuela deu início à soltura dos americanos presos no país. A informação foi confirmada pelo Departamento de Estados dos Estados Unidos nesta terça-feira (13/1). O governo interino da presidente Delcy Rodríguez começou a libertação dos presos políticos, incluindo estrangeiros, na última quinta, 8.

"Saudamos a libertação de americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas", disse o funcionário do Departamento de Estado sob condição de anonimato. O servidor não forneceu detalhes sobre a soltura nem sobre quantos foram libertos, apenas que foi mais de um.

Outra fonte, também sob a condição de anonimato, fala em cinco americanos soltos, sendo quatro na terça (13/1) e um na segunda (12/1).

Em julho, a Venezuela já havia libertado dez cidadãos americanos em troca da repatriação de dezenas de migrantes deportados pelos Estados Unidos para El Salvador.

Na sexta (9/1), o presidente Donald Trump comemorou a libertação dos primeiros presos políticos e, em troca, cancelou uma "segunda onda de ataques" ao país sul-americano.

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Na noite da terça (13/1), a ONG Foro Penal confirmou a libertação de 56 presos políticos. O grupo criticou a falta de transparência do governo em relação às libertações.

A Venezuela contesta o número divulgado pela organização e fala em 400 soltos. O governo interino, no entanto, não apresentou provas das libertações nem quando ocorreram nem identificou os libertados, o que impossibilita determinar se estavam presos por motivos políticos ou por outras razões.

A quantidade de detidos aumentou durante os protestos contra as eleições de 2024, nas quais Maduro foi declarado vencedor apesar das inúmeras acusações de fraude eleitoral. (Com agências internacionais)

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