EUROPA

Guerra na Ucrânia: mais um combatente brasileiro morre no conflito

Militar paraense estava no front desde abril de 2025; "Ou você morre e mata", escreveu "Sgt Índio" em seu último registro antes de ser atingido por artilharia pesada em Kupiansk.

Wesley Adriano Silva, mas conhecido como
Wesley Adriano Silva, mas conhecido como "Sargento Índio", natural do estado do Pará, morreu na cidade de Kupiansk. - (crédito: Reprodução/RedesSociais)

O voluntário brasileiro Wesley Adriano Silva, mais conhecido como “Sargento Índio”, natural do Pará, morreu na cidade de Kupiansk, após ser atingido por fogo de artilharia, considerada uma das mais letais da guerra, marcada por bombardeios e uso intensivo de artilharia de longo alcance. 

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Wesley se juntou às tropas da Ucrânia, integrando o Grupo Ares (formado especialmente por brasileiros), ligados à 13ª Brigada Khartia, em abril de 2025 e presenciou uma realidade dura: logo após comemorarem a suposta tomada da cidade de Kupyansk, ele e outros combatentes continuavam a lutar contra os russos, revelando o contraste brutal entre vitórias simbólicas e o alto custo humano da guerra.

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“No mundo de hoje, você mata ou morre, ou você morre e mata” escreveu o brasileiro em seu último post nas redes sociais. 

Uma pessoa próxima a família de Adriano disse que a família estava desesperada por informações sobre o ocorrido. Devido à alta complexidade do conflito, não é possível fazer o translado do corpo de volta para o Brasil. 

Em julho de 2025, o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil) publicou uma nota oficial desaconselhando que os brasileiros se alistem para lutar na guerra da Ucrânia, em fevereiro agora já foi registrado 22 cidadãos mortos e 44 desaparecidos  (a morte de Adriano ainda não foi contabilizada oficialmente pelo órgão).

Prestes a completar quatro anos, o conflito já causou quase 2 milhões de mortos e feridos, sendo sua maioria russos. A ONU confirma mais de 15 mil civis mortos e alerta que 2025 foi o ano mais letal desde o início do conflito em 2022. Atualmente, milhões de ucranianos seguem deslocados tornando-se refugiados em países vizinhos. Há negociações de paz em andamento, mas sem acordo definitivo.

Após a morte de Índio, o grupo o qual fazia parte divulgou uma nota encerrando as atividades definitivamente e reforçando que o Ares não faz seleção e recrutamento de combatentes. 

Comunicado feito após a morte do combatente Wesley Adriano
Comunicado feito após a morte do combatente Wesley Adriano (foto: Reprodução/GrupoARES )

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postado em 10/02/2026 18:06
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