O Museu do Louvre, em Paris, anunciou nesta sexta-feira (13/2) mais um episódio delicado em sua já turbulenta rotina de acontecimentos. Um vazamento de água, na noite anterior, danificou um teto histórico pintado no século 19 em uma das áreas mais visitadas da instituição, obrigando a intervenção emergencial do Corpo de Bombeiros.
O problema ocorreu após o rompimento de um cano na ala Denon, espaço que abriga algumas das obras mais conhecidas do museu. A área precisou ser isolada durante a noite para conter o vazamento e evitar danos maiores ao acervo.
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Segundo informações divulgadas pela própria administração do museu, a água atingiu a sala 707, dedicada à arte italiana dos séculos 15 e 16. O dano foi registrado no teto pintado em 1819 pelo artista francês Charles Meynier, uma das obras históricas que integram a arquitetura original do edifício.
Apesar do susto, o Louvre informou que nenhuma outra obra do acervo acabou atingida diretamente. A sala onde está exposta a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, não sofreu qualquer dano e permaneceu protegida durante toda a ocorrência.
O vazamento foi controlado pouco depois da meia-noite, após ação dos bombeiros, e a área passou por avaliação técnica para verificar riscos estruturais e a extensão dos prejuízos ao teto histórico.
O incidente acontece em um momento sensível para o museu mais visitado do mundo. Nos últimos meses, o Louvre tem enfrentado uma sequência de crises, incluindo greves de funcionários por melhores condições de trabalho, problemas estruturais em algumas galerias e investigações sobre fraudes na venda de ingressos, envolvendo guias turísticos e funcionários da instituição.
Além disso, em outubro, o museu foi alvo de um roubo milionário de joias da Coroa francesa, avaliado em mais de US$ 100 milhões, episódio que aumentou a pressão sobre os sistemas de segurança e gestão do patrimônio histórico.
A direção informou que o teto danificado passará por análise técnica e restauração especializada, seguindo os protocolos de conservação do patrimônio.
Com informações da Agence France-Presse (AFP)
* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca
