ORIENTE MÉDIO

Ataques no Oriente Médio deixam idosos brasileiros presos em cruzeiro

Grupo do Paraná viajava pelo Golfo e não conseguiu retornar ao Brasil após a suspensão de voos na região; companhia de turismo afirma que passageiros estão em segurança

Paranaenses permanecem em Dubai após suspensão de voos na região -  (crédito: Reprodução/Cristina)
Paranaenses permanecem em Dubai após suspensão de voos na região - (crédito: Reprodução/Cristina)

Um grupo de 23 turistas paranaenses, sendo 18 idosos, vive dias de incerteza a bordo de um transatlântico atracado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A viagem de retorno ao Brasil foi interrompida após o fechamento do espaço aéreo em diferentes países do Oriente Médio, provocado pelo avanço do conflito travado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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Os passageiros são moradores de Londrina e Assaí, no norte do Paraná, e estavam em um cruzeiro internacional quando as restrições aéreas foram impostas. Sem autorização para voos comerciais e sem previsão de reabertura dos aeroportos, o navio permanece atracado por determinação de segurança.

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A guia de turismo e empresária Cristina Strik, que acompanha o grupo, usou as redes sociais para tranquilizar familiares e amigos. Em vídeos, ela afirma que todos estão bem, que a empresa está tomando as providências necessárias e que o retorno só poderá acontecer quando houver condições seguras de voo. Segundo Cristina, o principal impedimento neste momento é justamente o fechamento do espaço aéreo na região.


A viagem havia começado no Brasil no mês de fevereiro e incluiu paradas em cidades como Doha e Abu Dhabi, antes da chegada a Dubai. O retorno ao país estava programado para este início de mês, o que não foi possível devido às restrições impostas na região.

De acordo com a empresa, a repatriação está sendo organizada em conjunto com autoridades locais e órgãos responsáveis, mas depende diretamente da normalização do tráfego aéreo. Até lá, o grupo segue no navio, com estrutura de hospedagem, alimentação, comunicação e suporte médico.

Enquanto aguardam uma solução, familiares no Brasil acompanham as atualizações à distância, em contato permanente com os passageiros. A orientação das autoridades e da operadora de turismo é de cautela até que haja liberação oficial para voos internacionais e condições seguras de retorno.

*Estagiária sob supervisão de Paulo Leite

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postado em 02/03/2026 18:02
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