
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar aliados internacionais ao comentar, nesta quarta-feira (18/3), a situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano indicou um possível cenário de escalada contra o Irã e afirmou que, nesse caso, países que dependem da via marítima poderiam ser forçados a assumir maior responsabilidade pela segurança da região.
“Eu me pergunto o que aconteceria se ‘acabássemos’ com o que restou do Estado terrorista iraniano e deixássemos que os países que o utilizam — nós não — fossem responsáveis pelo chamado ‘Estreito’?”, escreveu. Na sequência, acrescentou que isso faria com que aliados “indiferentes” reagissem rapidamente.
As declarações ocorrem após a recusa de diversos países, principalmente europeus, em atender ao pedido dos Estados Unidos para envio de embarcações militares com o objetivo de escoltar navios petroleiros. Apesar da negativa, parte das lideranças indicou que pode participar de uma eventual coalizão internacional após o fim dos confrontos.
Escalada do conflito
O cenário de tensão está inserido no conflito em curso entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Desde então, mais de 1.200 civis morreram no território iraniano, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA. A Casa Branca também confirmou ao menos sete mortes de militares americanos diretamente ligadas a ações iranianas.
A crise se ampliou para o Líbano após o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, realizar ataques contra Israel em resposta à morte de Khamenei. Em retaliação, forças israelenses intensificaram bombardeios contra posições do grupo no país vizinho. Centenas de pessoas morreram em território libanês.
Com a morte de integrantes da cúpula iraniana, um conselho nomeou Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas apontam que a escolha indica continuidade na política interna do país.
Trump criticou a decisão e classificou a nomeação como um “grande erro”. O presidente afirmou ainda que deveria participar do processo e disse considerar Mojtaba “inaceitável” para o cargo.

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