
A Coreia do Norte nunca mudará sua condição de país dotado de armas nucleares, declarou seu líder, Kim Jong Un, segundo informaram nesta terça-feira (24, data local) os meios de comunicação estatais.
A declaração, feita na segunda-feira, ocorreu depois que Kim foi reeleito um dia antes como chefe do principal órgão de formulação de políticas da Coreia do Norte, a Comissão de Assuntos de Estado.
"Continuaremos consolidando firmemente nossa condição de Estado com armas nucleares como um rumo irreversível, ao mesmo tempo em que intensificamos agressivamente nossa luta contra as forças hostis", afirmou Kim diante da assembleia legislativa em Pyongyang.
Em um longo discurso de política, reportado pela agência oficial KCNA, o líder norte-coreano abordou uma ampla gama de temas, desde armas nucleares e política de defesa até objetivos econômicos e relações com a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
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"De acordo com a missão atribuída pela Constituição da República (...) ampliaremos e desenvolveremos ainda mais nosso poder nuclear dissuasório de caráter autodefensivo", disse, em referência às armas nucleares.
Kim acrescentou que a busca pela consolidação de sua condição de Estado dotado de armas nucleares tem sido "totalmente justificada".
O país isolado garantirá a "prontidão precisa" de suas forças nucleares, afirmou, para enfrentar "ameaças estratégicas".
Kim não poupou palavras em relação ao seu vizinho do sul, ao qual qualificou como "o Estado mais hostil".
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"Designaremos a Coreia do Sul como o Estado mais hostil e a trataremos de maneira correspondente e abrangente", afirmou.
Pyongyang fará "pagar sem piedade, sem a menor consideração nem hesitação, por qualquer ato que viole nossa República", acrescentou.
Kim dirige o Estado fundado por seu avô Kim Il Sung em 1948 e governa o país desde a morte de seu pai, Kim Jong Il, em 2011.
A assembleia legislativa norte-coreana reelegeu Kim como presidente de Assuntos de Estado, informou anteriormente a KCNA, sem indicar se a decisão foi unânime ou se houve dissenso.
Críticos sustentam que as eleições na Coreia do Norte são predeterminadas e concebidas para dar à liderança uma aparência de legitimidade democrática.
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