
A empresária norte-americana Nicole Daedone, de 58 anos, líder do “culto do orgasmo” e dona da empresa One taste, foi condenada na segunda-feira (30/3) a nove anos de prisão por coagir funcionárias a praticarem atos sexuais. A condenação foi proferida após nove ex-funcionários da One taste testemunharem que Nicole e a ex-chefe de vendas da empresa, Rachel Cherwitz, administravam o culto e os manipulam para realizar atos sexuais.
Nicole também foi condenada pela juíza responsável pelo caso, Diane Gujarati, a renunciar a US$ 12 milhões, valor da venda da One taste, empresa voltada para o mercado sexual. Além disso, ela terá que pagar cerca de US$ 900 mil a ex-funcionários que foram coagidos às práticas sexuais. A ex-chefe de vendas foi condenada a seis anos de prisão.
No entanto, um outro fator que chamou a atenção na condenação foi que a empresa recebeu mais de 200 cartas que defendiam Nicole, entre elas, algumas de pessoas famosas. Em uma delas, escrita por Van Jones, comentarista político da CNN e ex-conselheiro do presidente Barack Obama, Nicole é descrita como “uma mulher de sabedoria, graça e coragem”.
Ele contou que a líder do culto dedicou a vida a explorar o verdadeiro significado de empoderamento para as mulheres. “Ela é alguém que dedicou sua energia a ajudar as pessoas a evoluir”, acrescentou Jones.
De acordo com uma reportagem do jornal NY Post, o comentarista declarou ter conhecido Nicole no início dos anos 2000, na cidade de São Francisco. Na carta para a juíza, Jones pediu que o tribunal fosse leniente com a mulher, por ela ser uma das pessoas mais atenciosas, éticas e voltadas para o serviço que o comentarista já conheceu.
Richard Schiff, ator que interpretou Toby Ziegler no drama político The west wing, foi outro que saiu em defesa da líder do “culto do orgasmo” a pedido da mulher. “Ao longo dos anos, ela compartilhou o quanto o trabalho de Nicole significou para ela e para as mulheres que ela ajudou. Compreendi que Nicole não é apenas uma professora, mas também uma pensadora que dedicou sua vida a trazer compaixão, consciência e honestidade a uma parte da experiência humana que muitas vezes é alvo de vergonha ou incompreensão", disse o ator.
*Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca
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