ORIENTE MÉDIO

Milionários pagam fortunas para deixar Dubai em meio a ataques do Irã

Com aeroportos fechados e espaço aéreo restrito, superricos recorrem a rotas privadas e empresas de segurança para escapar de centros como Dubai e Abu Dhabi

O agravamento do conflito no Oriente Médio, após uma série de ataques atribuídos ao Irã, desencadeou uma movimentação fora do comum entre parte da elite residente no Golfo Pérsico. Em cidades como Dubai e Abu Dhabi, consideradas centros globais de negócios e estilo de vida de alto padrão, superricos passaram a pagar valores que chegam a US$ 350 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) para sair da região em jatos particulares, conforme fontes de portais internacionais.

O espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos foi temporariamente fechado para voos civis após alertas de risco e lançamentos de mísseis na região, o que interrompeu grande parte das operações regulares nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi. Diante disso, milionários passaram a buscar saídas alternativas, contratando empresas especializadas em segurança internacional, logística de risco e fretamento executivo para planejar rotas de fuga. O deslocamento envolve não apenas o jato privado, mas também uma etapa terrestre até outro aeroporto em operação.

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Um dos destinos nesses planos de fuga é a Riad, capital da Arábia Saudita. A cidade mantém aeroportos e rotas de fretamento em funcionamento, mesmo com a instabilidade regional, e serve como ponto estratégico de conexão para fretamentos rumo à Europa, Estados Unidos ou outros destinos fora do Oriente Médio. Executivos de empresas financeiras, investidores com patrimônio global e famílias de alta renda estão entre os que optam por essa rota.

Empresas que atuam no setor de aviação executiva, como corretoras de jatos particulares e operadores de segurança privada, relatam aumento expressivo de pedidos de viagens nos últimos dias. Consultores ouvidos por veículos internacionais afirmam que os serviços mais procurados incluem planejamento de rotas seguras, equipe de proteção pessoal e coordenação de deslocamento terrestre sob escolta. A demanda elevou os preços médios de fretamento em toda a região.

O custo de contratar um jato particular a partir da Arábia Saudita pode ultrapassar US$ 350 mil, especialmente em rotas que cruzam vários países ou exigem planejamento complexo para evitar áreas de risco. Esses valores são consideravelmente superiores ao custo normal de um fretamento executivo, reação dos riscos percebidos entre o Oriente Médio, o fechamento de rotas convencionais e a necessidade de proteção civil.

Fontes do setor também apontam que, além dos empresários globais, residentes estrangeiros, turistas de alto padrão e representantes de fundos de investimento foram vistos optando pelas rotas privadas. A estratégia de saída envolve não apenas mobilidade, mas também suporte logístico e segurança reforçada, pois a preocupação com ataques adicionais ou interrupções no tráfego aéreo desencadeou uma busca por garantia de chegada ao destino final.

O movimento não é isolado. Governos estrangeiros de vários países começaram a emitir recomendações oficiais para que seus cidadãos evitem viagens desnecessárias ao Oriente Médio e, em alguns casos, organizaram canais de comunicação para assistência consular. A retomada dos voos civis deve depender da diminuição de riscos e de avaliações contínuas de segurança por parte das autoridades responsáveis.

*Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca 

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