Guerra no Irã

Irã fecha o Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios

Medida é uma retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei por bombadeios israelenses e americanos

A Guarda Revolucionária do Irã informou, nesta segunda-feira (2/3), que o Estreito de Ormuz está fechado e que qualquer navio que tentar passar pelo local será incendiado. A área é uma importante rota de petroleiros e liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico. 

"O Estreito de Ormuz está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha incendiarão esses navios", disse Ebrahim Jabari, assessor do comandante-chefe da guarda.

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A medida, tomada em retaliação a morte do aiatolá Ali Khamenei, ameaça interromper um quinto do fluxo global de petróleo no mundo. A área conecta países produtores da commodity como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico. 

Uma embarcação petroleira foi atacada por drones da Guarda Revolucionária mais cedo. O transporte marítimo de contêineres já foi suspenso na região, com os navios sendo redirecionados para a ponta sul da África. 

Impactos econômicos da guerra

O Irã tem a quarta maior reserva de petróleo bruto do mundo, mas o país tem as exportações limitadas por sanções e falta de investimentos. Em janeiro, o Irã produziu 3,35 milhões de barris por dia, segundo a Agência Internacional de Energia. Grande parte da produção é destinada à China. 

O mercado internacional já registra alta nos preços do petróleo após os ataques americanos e israelenses. As ações da Petrobrás, por volta das 12h50 desta segunda, tiveram uma alta de 3,90%. O dólar também teve alta de 1,11%.

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