O presidente do Chile, José Antonio Kast, iniciou a construção de barreiras na fronteira com o Peru, prometidas durante sua campanha, para frear a entrada de imigrantes peruanos e bolivianos irregulares. A ação foi divulgada na última segunda-feira (16/3).
O governo deu um prazo de 90 dias para a construção desses muros, embora não tenha especificado o tipo de infraestrutura que fechará a passagem em três regiões do norte do país. "Hoje começamos a frear a migração irregular", disse Kast à imprensa, à frente da escavadeira que fazia uma profunda vala nas proximidades do posto fronteiriço de Chacalluta, na cidade de Arica, na fronteira com o Peru.
Também fazem parte do mesmo plano de obras as regiões de Antofagasta e Tarapacá, onde fica Colchane, passagem fronteiriça com a Bolívia que se tornou o principal ponto de entrada de migrantes irregulares. Segundo dados oficiais, no Chile, com 20 milhões de habitantes, vivem cerca de 337 mil migrantes irregulares, em sua maioria venezuelanos.
Segundo o ministro do Interior, Claudio Alvarado, as "barreiras físicas" terão uma extensão aproximada de cerca de 500 km. O "Escudo fronteiriço", prometido por Kast meses atrás, também inclui o envio de mais militares para a região e outros meios tecnológicos de monitoramento.
Kast, de 60 anos, afirmou nesta segunda-feira que nos últimos anos "o Chile foi vulnerado pela imigração ilegal, pelo narcotráfico e pelo crime organizado". As entradas irregulares, no entanto, registraram uma "queda contínua" a partir do pico observado em 2021, de acordo com o Serviço Nacional de Migrações.
Em 2025, foi registrada uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior, com um total de 26.275 denúncias de entradas por passagens não autorizadas, segundo o número oficial.
Com informações da AFP.
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