
A jornalista e escritora Claudia Conte revelou, nesta semana, que mantém um relacionamento com o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, que integra o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. A declaração, feita em entrevista ao podcast do site Money.it, repercutiu e causou críticas da oposição sobre um possível conflito de interesses dentro do governo italiano.
Conte, de 34 anos, confirmou o relacionamento amoroso ao ser questionada sobre rumores já comentados publicamente. "É algo que não posso negar. Mas sou muito reservada com a minha vida privada", respondeu ela.
Piantedosi, de 62 anos, é casado e pai de dois filhos, mas até o momento não se manifestou sobre o caso.
Após exposição do caso, veio à tona que a jornalista ocupa um cargo não remunerado em uma comissão parlamentar que investiga questões de segurança e policiamento nas periferias urbanas. A oposição questionou se houve favorecimento na nomeação, dado ou vínculo pessoal com o ministro responsável pela área.
A deputada Elly Schlein, líder do Partido Democrático, classificou o episódio como "mais um escândalo" do governo e cobrou esclarecimentos formais. Já a deputada Luana Zanella, do partido Verde Europa, afirmou que as revelações são "obscuras" e exigiu explicações da premiê sobre possíveis implicações administrativas.
Em nota divulgada pela imprensa local, um porta-voz do Ministério do Interior afirmou que Piantedosi segue desempenhando suas funções normalmente e negou qualquer irregularidade, ressaltando que o ministro "nunca concedeu favores, empregos ou nomeações" a terceiros.
Abordada por veículos de imprensa italianos, Conte afirmou que pretende se pronunciar futuramente e pediu respeito à sua imagem. A jornalista também disse que conta com apoio jurídico para lidar com a exposição pública do caso.
O episódio ocorre em um momento delicado para o governo Meloni. Na semana anterior, a gestão já havia sido impactada pela saída de uma ministra após acusações de envolvimento com a máfia, além da recente derrota em um referendo sobre reforma judicial, rejeitada pela maioria dos eleitores italianos.
Além disso, o caso relembra uma crise enfrentada pelo governo em 2024, quando o então ministro da Cultura, Gennaro Sangiuliano, renunciou após a divulgação de um relacionamento extraconjugal.

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