
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse em um discurso televisionado neste domingo (12/4) que trabalhava para encerrar a guerra entre Israel e o Hezbollah, iniciada há mais de um mês.
Mais cedo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse às tropas no sul do Líbano que a luta estava longe de terminar.
O Ministério da Saúde informou que pelo menos seis pessoas morreram no sul do Líbano, incluindo um paramédico da Cruz Vermelha, depois que "o inimigo israelense mirou diretamente uma equipe de ambulância da Cruz Vermelha libanesa".
A Força de Manutenção da Paz da ONU no Líbano (Finul) afirmou neste domingo que um tanque israelense disparou contra veículos dos capacetes azuis no sul do país, onde Israel e o Hezbollah estão em guerra desde o mês passado.
"Em duas ocasiões hoje (domingo), soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI, o Exército israelense) atacaram veículos da Finul com um tanque Merkava, em um caso causando danos significativos", disse o comunicado.
Israel afirmou que o frágil cessar-fogo temporário na guerra no Oriente Médio não se aplica ao seu confronto com o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã.
"Continuaremos trabalhando para parar esta guerra e garantir a retirada de Israel de todas as nossas terras", disse Salam em um discurso na noite do aniversário do início da guerra civil do país entre 1975 e 1990.
Na terça-feira (14/3), autoridades do Líbano, Israel e Estados Unidos se reunirão em Washington.
Em contraste com Salam, Netanyahu disse que as forças israelenses eliminaram a ameaça de uma invasão durante uma visita às tropas no sul do Líbano, mas acrescentou: "Há mais a fazer, e estamos fazendo".
"A guerra continua, inclusive na zona de segurança no Líbano", disse Netanyahu em um vídeo publicado por seu gabinete.
O governo israelense afirmou repetidamente que quer estabelecer uma "zona de segurança" no sul do Líbano para evitar ataques do Hezbollah.
A agência estatal Agência Nacional de Notícias do Líbano informou sobre ataques de Israel em mais de 30 locais no domingo, além de bombardeios na região de West Bekaa.
O Ministério da Saúde elevou o total de mortos na guerra para 2.055, incluindo 165 crianças e pelo menos 87 profissionais de saúde, desde 2 de março.
Um fotógrafo da AFP em uma vila do sul viu grande destruição enquanto uma escavadeira removia escombros e equipes de resgate retiravam um corpo dos destroços.

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