
Péter Magyar, um advogado e ex-aliado do governo, tornou-se o novo primeiro-ministro eleito da Hungria após uma vitória histórica nas eleições parlamentares de 12 de abril de 2026. Sua ascensão meteórica culminou na derrota de Viktor Orbán, que estava no poder há 16 anos. Com uma participação recorde de quase 80% dos eleitores, o partido de Magyar, TISZA, obteve mais de 53% dos votos, garantindo uma supermaioria de dois terços no parlamento.
Magyar não é um estranho ao poder. Durante anos, ele circulou pelos corredores do governo húngaro, ocupando cargos em empresas estatais e na diplomacia. Seu vínculo mais forte com o regime era seu casamento com Judit Varga, ex-ministra da Justiça e figura proeminente do Fidesz, partido de Orbán.
Essa conexão com a elite política conferiu a ele uma credibilidade única, apresentando-se como alguém que conhecia o sistema por dentro e, por isso, tinha a legitimidade para denunciar a corrupção que, segundo ele, capturou o Estado.
A ruptura com o governo
O ponto de virada para Magyar ocorreu em fevereiro de 2024, após um escândalo que abalou o governo de Orbán. A então presidente Katalin Novák renunciou após conceder um perdão presidencial a um homem condenado por acobertar um caso de abuso infantil. Judit Varga, que como ministra da Justiça endossou o perdão, também se retirou da vida pública.
Aproveitando a crise, Magyar rompeu publicamente com o regime. Ele acusou membros do governo de corrupção sistêmica e divulgou uma gravação de áudio que, segundo ele, comprovaria a tentativa de assessores de Orbán de interferir em um processo judicial. A repercussão foi imediata e deu início a uma série de protestos que atraíram multidões, algo que a fragmentada oposição tradicional não conseguia há anos.
O caminho para o poder
Com um discurso que mescla conservadorismo e críticas contundentes à corrupção, Magyar construiu um movimento político amplo. O primeiro grande teste veio nas eleições para o Parlamento Europeu em junho de 2024, quando seu então recém-formado partido TISZA (Respeito e Liberdade) surpreendeu ao obter 30% dos votos, consolidando-o como a principal força de oposição.
A campanha para as eleições parlamentares de 2026 foi marcada por comícios massivos e uma promessa de "mudança de sistema". Como primeiro-ministro eleito, Magyar promete combater a corrupção, reaproximar a Hungria da União Europeia e reduzir a dependência energética da Rússia. A vitória foi celebrada por líderes europeus, que veem no resultado uma oportunidade de realinhamento de Budapeste com os valores do bloco.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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