OBITUÁRIO

Edith Eger, autora e sobrevivente de Auschwitz, morre aos 98 anos

Sobrevivente foi aprisionada aos 16 anos e escreveu os livros 'A bailarina de Auschwitz' e 'The Choice: Embrace the Possible'

Anos mais tarde Edith se tornou psicóloga e especialista em transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) -  (crédito: Reprodução / Instagram / @dr.editheger)
Anos mais tarde Edith se tornou psicóloga e especialista em transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) - (crédito: Reprodução / Instagram / @dr.editheger)

Edith Eva Eger, sobrevivente do Holocausto e autora do livro A bailarina de Auschwitz, morreu nessa segunda-feira (27/4) aos 98 anos. Além de ficar famosa pelos relatos dos dias vividos no campo de concentração nazista, ela se tornou referência como psicóloga pelo trabalho no tratamento do transtorno de estresse pós-traumatico. O anúncio da morte foi feito pela família através do Instagram de Edith, a causa da morte não foi divulgada.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 

Um post compartilhado por Dr. Edith Eger (@dr.editheger)

Nascida na Hungria, em 29 de setembro de 2027, Edith e a família eram judeus. Aos 16 anos, com a ocupação dos nazistas no território Hungarao, a jovem foi levada junto da família para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Nos relatos, a sobrevivente conta que ela e a irmã (Magda) perderam a mãe ainda no primeiro dia e nunca chegaram a saber o que aconteceu com o pai.

Edith e a Magda sobreviveram, mas passaram a ser torturadas pessoalmente pelo médico oficial alemão Josef Mengele, que ficou conhecido como o “Anjo da morte", devido aos experimentos brutais que eram realizados nos prisioneiros. Ela conta inclusive que teve que dançar para Mengele enquanto estava presa, em troca, o oficial nazista dava pedaços de pão para que ela pudesse dividir com outras mulheres.

Com a eminente derrota da Alemanhã nazista na Segunda Guerra Mundial, os prisioneiros de Auschwitz foram transferidos para a Áustria nas chamadas “marchas da morte”. No dia 4 de maio de 1945, um soldado norte-americano viu a mão de Edith se movendo em meio a uma pilha de corpos e a resgatou.

Anos mais tarde, Edith casou-se e foi morar nos Estados Unidos, onde criou os três filhos. Ela se formou em psicologia pela Universidade do Texas. Como sobrevivente, ela também se tornou especialista no transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), chegando a se tornar conselheira do assunto para a Marinha e o Exército dos EUA.

Além de A bailarina de Auschwitz, ela também escreveu The Choice: Embrace the Possible, que conta um pouco do sofrimento no campo de concentração, a história da família e de estudos desenvolvidos ao longo dos anos como psicóloga. Edith tinha o cargo de docente na Universidade de San Diego, na Califórnia, onde continuou atendendo clientes como psicólogo até os 90 anos.

*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes

  • Google Discover Icon
postado em 28/04/2026 16:20 / atualizado em 28/04/2026 16:22
x