A Missão Artemis II, da Nasa, perdeu contato com a Terra por 40 minutos enquanto passava pelo lado oculto da lua, na última segunda-feira (6/4). Ao contrário dos americanos, os astronautas chineses não passariam pelo mesmo problema caso se vissem na mesma situação.
O diferencial é a presença dos satélites Queqiao. Corpos artificiais de retransmissão estão posicionados de forma estratégica justamente para evitar com que o contato de rádio seja interrompido pelo corpo da Lua. Um deles fica a 65 mil km do satélite natural da Terra. O outro tem órbita que passa pelo polo sul do corpo celeste.
Os satélites em questão foram usados nas duas missões à Lua feitas pelo país. Durante as operações, a China se tornou no primeiro país a pousar rovers do lado oculto do satélite. O Queqiao-1 e o Queqiao-2, além disso, foram fundamentais para que houvesse contato sólido na operação dos rovers. Dessa forma, foi possível trazer amostrar do lado oculto da Lua à Terra. E, posteriormente, os satélites também ajudaram em missões tripuladas.
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Há uma nova corrida espacial em curso. A China mantém planos de realizar um voo tripulado para a Lua até 2030. Enquanto isso, os Estados Unidos planejam executar um plano semelhante em 2028. O país ainda tem ainda a intenção de instalar uma base lunar. Embora tenha como destino a órbita lunar, a missão Artemis II não pousará no local.
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