
Quatro membros da mesma família morreram a tiros na província equatoriana de Manabí (oeste), onde dois dias antes outra chacina deixou cinco mortos em pleno estado de exceção, informou a Polícia nesta segunda-feira (18/5). Apesar da linha-dura do governo do presidente Daniel Noboa contra o crime organizado, a violência não cessa no Equador, por onde circulam 70% da cocaína produzida pelos vizinhos Peru e Colômbia, os maiores produtores mundiais desta droga.
O país é um dos mais inseguros da região, com uma taxa de 51 homicídios por 100.000 habitantes em 2025, segundo a InSight Crime. A chacina mais recente foi registrada no domingo na localidade rural de San Isidro, onde assassinos de aluguel que circulavam em um veículo atacaram um grupo de pessoas com pistolas e fuzis, destacou a Polícia.
Um dos mortos fazia parte de uma quadrilha de narcotraficantes que teria sofrido ameaças, segundo um boletim policial. Na sexta-feira foi registrado outro massacre em uma quadra de voleibol no porto de Manta, na mesma província de Manabí, deixando cinco mortos e quatro feridos.
A presença constante de militares nas ruas faz parte da política anticrime de Noboa, que conta com o apoio dos Estados Unidos. Mas esta estratégia é criticada por organismos de defesa dos direitos humanos, que denunciam abusos por parte dos agentes.
Manabí faz parte das nove províncias que estão sob estado de exceção desde abril, ao qual se somou um toque de recolher noturno por duas semanas, que terminou nesta segunda.

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