O Senado do México aprovou, nesta sexta-feira (29/5), uma emenda constitucional para anular eleições presidenciais no país em caso de "interferências estrangeiras". A emenda também foi aprovada pela Câmara dos Deputados, na quinta (28/5).
De acordo com informações do jornal britânico The Guardian, a reforma define uma possível interferência como "financiamento ilícito, propaganda, disseminação sistemática de desinformação, manipulação digital e intervenção de governos ou agências estrangeiras".
A presidente do país, Claudia Sheinbaum, afirmou, após a aprovação na Câmara, que o risco de interferência estrangeira nas eleições é algo existente. Além disso, defendeu a necessidade de colocar em lei e comprovar qualquer ocorrência do gênero.
No entanto, há um conflito no contexto político do país. Partidos de oposição ao Movimento de Regeneração Nacional (Morena), a sigla de Sheinbaum, tem feito acusações sobre tentativas de consolidação de vantagens políticas. A presidente nega.
"Todos os mexicanos deveriam concordar que não deveria haver interferência estrangeira nas eleições mexicanas. Precisamos entrar em consenso que, no México, nós mexicanos é que devemos escolher quem vai nos governar", afirmou Sheinbaum, em conferência de imprensa nessa quinta.
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