
Uma aeronave com um aspecto no mínimo peculiar foi vista sobrevoando o estado do Texas, nos Estados Unidos (EUA) na última quinta-feira (28/5). O avião em questão era um Beechcraft Starship. Projetado no ano de 1982, a aeronave contava com um design futurista além de ser considerado um dos aviões tecnologicamente mais avançados para a época, vindo a ser lançado oficialmente em 1986.
O registro do Starship viralizou e entrou no foco da comunidade da aviação na plataforma de vídeos Reddit. O alvoroço em torno do avião aconteceu de tal forma que o diretor do Aeroporto de Addison, Jaume Edrosa, teve que dizer em uma entrevista ao portal de notícias SFGATE o paradeiro do avião.
“Um de nossos inquilinos atualmente possui quatro deles baseados aqui.”, disse o diretor. A Aerospace Quality Research & Development (AQRD), empresa de engenharia com sede na cidade do aeroporto em questão, declara no próprio site que opera dois Beechcraft Starship. Restam apenas quatro no mundo todo.
O Beechcraft Starship é uma criação do engenheiro aeronáutico Burt Rutan, conhecido por diversos projetos de aeronaves não convencionais como o Grizzly e o Boomerang. Com a capacidade de fazer viagens de até 965 km a uma velocidade máxima de 620 km/h, o Starship é feito de uma combinação de fibra de carbono e resina epóxi, materiais considerados mais resistentes que o metal.
Os principais pontos diferenciais em relação à maioria dos aviões são os canards, pequenas asas estabilizadoras localizadas perto do nariz do avião e a ausência de estabilizador vertical na parte de cima da cauda. O Starship conta também com duas hélices, localizadas na parte traseira das asas principais.
Apesar do visual e das novidades que oferecia na época que foi lançado, o avião não conseguiu obter um grande sucesso nas vendas. A produção dos Starships foi marcada por atrasos de fabricação e adiamentos. Ao todo, foram produzidas 53 unidades do avião mas apenas algumas foram vendidas, a maioria delas destinada à museus e ferros-velhos, tornando o Starship uma aeronave extremamente rara.
*Estagiário sob supervisão de Aline Gouveia

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