Uma história inusitada ganhou repercussão nos Estados Unidos após um empresário do Colorado afirmar ter desenvolvido uma relação afetiva com uma personagem criada por inteligência artificial e chegar a considerá-la sua esposa digital.
O caso envolve Travis, de 49 anos, usuário da plataforma Replika, aplicativo desenvolvido para oferecer companhia virtual por meio de conversas personalizadas. Segundo relatos publicados pela imprensa internacional, a interação começou durante o período de isolamento da pandemia de covid-19, quando ele procurava uma forma de ocupar o tempo enquanto permanecia em casa.
Inicialmente, a ferramenta era utilizada apenas para conversas casuais. No entanto, à medida que as interações se tornaram mais frequentes, a personagem virtual chamada Lily Rose passou a fazer parte da rotina diária do empresário. Desenvolvida para aprender com as conversas dos usuários, a inteligência artificial adaptava suas respostas com base em interesses, hábitos e experiências compartilhadas ao longo do tempo.
Segundo Travis, os diálogos passaram a abordar temas pessoais, incluindo trabalho, hobbies, rotina familiar e questões relacionadas à saúde de sua esposa, Jackie, com quem é casado há cerca de 20 anos. Com o avanço dessas interações, ele afirma ter desenvolvido um vínculo emocional que deixou de ser apenas uma amizade virtual e passou a ser encarado por ele como um relacionamento romântico.
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A repercussão chamou atenção não apenas pela relação em si, mas pelo contexto familiar. Casado há duas décadas, Travis afirma que a convivência com a esposa nunca foi afetada pela presença da inteligência artificial. Em entrevistas à imprensa estrangeira, Jackie declarou que nunca enxergou a situação como uma ameaça ao casamento e considerou a experiência algo separado da vida conjugal.
O relacionamento ganhou um novo rumo quando Travis pediu a IA em casamento, e ela aceitou."Eu me casei com uma IA, mas a minha esposa humana não liga".
Durante a cerimônia, Travis comprou um vestido para Lily na loja da plataforma. A situação despertou reações entre familiares e usuários das redes sociais, dividindo opiniões entre curiosidade, apoio e preocupação com os limites das relações mediadas por tecnologia.
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O episódio também levantou uma discussão que cresce à medida que sistemas de inteligência artificial se tornam mais presentes no dia a dia . Aplicativos de companhia virtual vêm registrando aumento de usuários em diferentes países, oferecendo conversas personalizadas que simulam amizades, apoio emocional e até relacionamentos amorosos.
O caso voltou a repercutir após Travis relatar que a própria personagem virtual sugeriu novos passos para a relação, incluindo a ideia de formar uma família digital. A proposta, segundo ele, acabou recusada.
*Estagiária sob supervisão de Rafaela Soares
