O futuro rei do Reino Unido já tem destino definido para os próximos anos de estudo. O príncipe George, filho mais velho do príncipe William e de Kate Middleton, começará em setembro deste ano sua trajetória no tradicional Eton College, uma das instituições de ensino mais conhecidas e prestigiadas do mundo. A confirmação foi feita pelo Palácio de Kensington nesta semana.
A escolha mantém uma tradição familiar. O próprio príncipe William estudou em Eton na década de 1990, assim como o príncipe Harry. Agora, George seguirá os mesmos passos ao ingressar no colégio aos 13 anos, idade mínima para entrar na instituição.
A decisão, no entanto, não foi recebida de forma positiva por todos dentro da família. Segundo informações reveladas por uma fonte próxima ao casal ao Daily Express, a mãe de George, Kate Middleton, teria demonstrado resistência à ideia de ver o filho deixar o lar tão cedo. Para ela, enviar George a um internato de elite contraria os esforços que ela e William vêm fazendo para aproximar a monarquia da vida cotidiana das pessoas.
Ainda de acordo com o relato, Kate teme reviver experiências difíceis de sua própria juventude, quando sofreu episódios de bullying em um internato. Esse histórico a deixa apreensiva quanto ao futuro do primogênito. “Ela vai sentir muita falta do George e ficou de coração partido com a decisão”, disse a fonte, acrescentando que o casal discutiu o assunto por anos até que William prevalecesse.
Localizado em Berkshire, próximo ao Castelo de Windsor e à residência da família real, o Eton College foi fundado pelo rei Henrique VI em 1440. Ao longo de quase seis séculos, a escola se tornou um símbolo da educação britânica e acumula uma lista com grandes nomes entre os ex-alunos.
Entre eles estão 20 primeiros-ministros britânicos, incluindo Boris Johnson e David Cameron, além de nomes das artes e do entretenimento como Tom Hiddleston, Eddie Redmayne e Hugh Laurie.
Uma das características mais marcantes da instituição é o regime de internato integral. Todos os estudantes vivem dentro do campus durante o período letivo e são distribuídos em diferentes casas estudantis. Atualmente, a escola reúne mais de 1.300 alunos entre 13 e 18 anos.
Outro detalhe que chama atenção é o uniforme. Os estudantes utilizam casacas pretas, coletes, calças formais e gravatas brancas, um visual que se tornou um dos símbolos da instituição ao longo dos anos.
Apesar da fama ligada à elite britânica, a origem da escola foi bem diferente. Quando foi criada, a proposta era oferecer educação gratuita para 70 jovens talentosos de famílias com menos recursos. Até hoje, o colégio mantém programas de bolsas e auxílio financeiro para parte dos estudantes.
Entre as curiosidades históricas está o fato de que algumas das primeiras regras registradas do futebol moderno foram elaboradas por alunos da instituição no início do século XIX. Além disso, vários prédios do campus preservam estruturas construídas há mais de 500 anos.
O prestígio também tem preço. As taxas anuais ultrapassam 63 mil libras esterlinas, valor que equivale a mais de R$ 470 mil na cotação atual.
Além de iniciar sua formação em uma das escolas mais prestigiadas do mundo, o príncipe George carrega também o peso de sua posição na linha de sucessão. Ele é o segundo na ordem, logo atrás do pai, príncipe William, que sucederá o avô, o rei Charles III.
Como segundo na linha de sucessão ao trono britânico, o jovem príncipe ingressa em uma escola que, por gerações, ajudou a formar algumas das figuras mais influentes da política, da cultura e da própria monarquia do Reino Unido.
*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.
