
Dez pessoas morreram neste sábado (18) em bombardeios israelenses na Faixa de Gaza. Cinco pessoas eram membros da mesma família e morreram quando um apartamento foi atingido no noroeste da Cidade de Gaza, afirmou a Defesa Civil, um serviço de resgate que opera sob a autoridade do movimento islâmico Hamas. “O único sobrevivente da família é um menino, que não estava na residência no momento do ataque”, declarou Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil, à AFP.
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O hospital Al Chifa, em Gaza, confirma ter recebido os cinco corpos. Uma porta-voz do Exército israelense indicou que foi lançado um ataque na Cidade de Gaza para "atingir um terrorista do Hamas". Outras três pessoas morreram num ataque israelense contra um grupo de civis no bairro de Zeitun, na Cidade de Gaza, segundo a Defesa Civil, um balanço confirmado pelo hospital Al Chifa.
Fontes dos serviços de saúde informaram de outras duas pessoas mortas durante o dia em outros ataques israelenses no território. Entre elas. Muhannad Othman Farwana, de 25 anos, que morreu pela manhã "em um ataque contra uma tenda" de campanha, disse a Defesa Civil. Em um comunicado, o Exército israelense afirmou que Farwana era "comandante de uma célula terrorista do braço armado" do Hamas e acrescentou que ele morreu em um ataque de precisão. "Ele se casaria ontem", contou à AFP seu primo, Mohamed Farwana. "Todos na família estavam preparados para celebrar a união dele. Hoje, fomos ao funeral em vez do casamento", lamentou.
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ameaçou, ainda no sábado (18), infligir uma “lição inesquecível” aos Estados Unidos após a retomada dos ataques contra o Irã, que, segundo ele, demonstrou que a assinatura de Donald Trump “não vale nada”. "Agora que o inimigo americano busca incitar à guerra (...), deve saber que a querida nação iraniana e a frente da resistência têm lições inesquecíveis a lhe oferecer", afirmou o aiatolá, em uma mensagem escrita divulgada pela televisão estatal.
Os novos ataques ocorrem mesmo depois do acordo de cessar-fogo, em outubro de 2025. Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar ou cessar fogo no território devastado. Ao menos 1.144 palestinos morreram, desde sua entrada em vigor.
Sem trégua
Ataques de drones ucranianos contra dois centros logísticos mataram oito pessoas em armazéns na Rússia, na madrugada deste sábado (18), segundo autoridades regionais. Sete das vítimas fatais trabalhavam em um centro de distribuição em Kotovsk, na região de Tambov. A oitava morte ocorreu em um centro semelhante em Elektrostal, na região de Moscou.
Durante a noite de sexta-feira (17) e madrugada de sábado (18), a região de Moscou foi alvo de mais de 370 drones ucranianos. A maioria foi interceptada pelas defesas antiaéreas russas. Ainda segundo autoridades locais, também na madrugada de sábado, uma maternidade foi desocupada, por motivos se segurança. O bombardeio na pequena cidade do oeste da Rússia deixou, também segundo ele, 24 feridos.
Outro depósito de Wildberries, em Elektrostal, na região de Moscou, foi atingido pela queda de um drone, afirmou o governador Andrei Vorobyov, causando uma morte e 37 feridos. Além disso, ele informou que houve um incêndio em um depósito de petróleo na vizinha Noginsk. "Sete funcionários do turno da noite morreram quando drones inimigos atingiram um centro logístico da Wildberries", escreveu, no Telegram, o governador da região de Tambov, Evguêni Pervychov. A cofundadora e diretora-geral da Wildberries, Tatyana Kim, descreveu o episódio como uma "noite terrível" para a Rússia e para a empresa, que é uma grande varejista on-line russa. Os ataques russos deixaram um morto e 13 feriados na Ucrânia, disseram as autoridades
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