
Um ministro do governo do Iêmen acusou os rebeldes houthis, nesta quarta-feira (29/7), de agirem sob orientação do Irã para estabelecer um sistema de cobrança de taxas para navios que transitam pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Bab el-Mandab.
A passagem marítima tornou-se uma rota crucial para o envio de grandes quantidades de petróleo saudita para o mercado internacional, após o fechamento do Estreito de Ormuz.
O ministro da Informação, Moammar al-Eryani, descreveu a medida como uma "escalada perigosa que visa transformar um dos corredores marítimos mais estratégicos do mundo em uma fonte permanente de financiamento para as atividades militares e terroristas da milícia".
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Em declarações à Agence France-Presse (AFP), Eryani afirmou que a Guarda Revolucionária do Irã está "ajudando a gerenciar o esforço".
Ele acrescentou que o projeto incluiria "a criação de uma entidade específica encarregada de coletar pagamentos de empresas de navegação e embarcações comerciais".
O temor generalizado é que os houthis tentem replicar a estratégia do Irã no Estreito de Ormuz, no Iêmen, monetizando o acesso ao Estreito de Bab el-Mandeb.
Tal movimento provavelmente mergulharia os mercados globais de energia em um caos ainda maior.
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Na semana passada, os houthis anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e, desde então, reivindicaram a responsabilidade por ataques a petroleiros sauditas e a infraestruturas petrolíferas.
O bloqueio comprometeu a capacidade da Arábia Saudita de exportar milhões de barris de petróleo por dia, ao cortar a única outra rota marítima do reino, após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

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